Sábado, 19 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Belo Horizonte - o encantamento do novo

Quando estava na faixa dos meus vinte anos, baixei no Rio de Janeiro e parti junto a Carlinhos Moreno e um amigo da Petrobras, para um giro mineiro.
Embalado pelo som mágico de Pat Metheny, passamos um fim de semana curtindo cachoeiras e um lobo bonzinho na reserva ecológica de Caraça, além de circular pelos botecos das Minas Gerais e dar uma esticada pelas cidades históricas em busca de boêmia, vinho quente e garotas a fim de embalos.
Um pouco mais de trinta anos depois volto a BH e sinto o mesmo encantamento, só que desta feita, sozinho e em busca de personagens para meus contos, jogo corpo num hotel barato do Centro, passando a circular em meio a massa, observando tipos e curiando como o povo anda se virando.
Assim como aqui, ali e acolá, o povão anda sofrendo, subempregado, imprensado nos coletivos, comendo muito trigo amassado com carne sabe-se lá de que, com tênis meia sola e roupas amassadas e antigas, num grande oceano de muitas sardinhas e redemoinhos por todos os lados.
O Brasil agoniza, a imensa maioria da população sofre, não sei como aguenta, tenho visto tantos drogados nos parques, sem teto nas portas dos bancos a noite, camelôs de chips, planos de saúde, terceirizados de fotos, ouro, loterias, carnês, bijouterias chinesas e paraguaias.
Mesmo diante de tanta gente sofrendo, tentando, ganhando pouco, se movendo a esmo, ao visitar a Pampulha e sua famosa igreja, vi uma criança sendo fotografada por seus pais.
Enquanto o objetivo era uma foto para o convite do aniversário, o bebê mais enfeitado que bicicleta de pedreiro, só queria saber da grama, e nela buscava experiências para seu êxtase infantil, em sua primeira navegação no novo universo daquela gramínea.
Depois de ver coisas na famosa lagoa mineira, peguei o 5106 de volta ao Centro e o mesmo albergou alguns estudantes da UFMG.
Sentado observei um casal numa intensa vibe amorosa ainda em fase teórica. Ela com lindos olhos azuis observava o rapaz de cabelos cacheados no melhor look rastafari e, não precisava ser muito observador, para fazer a leitura da admiração latente e da vontade subjacente do agarrar e beijar ardentemente.
Ele, mais comedido, expressava igual ardor pela acadêmica, acariciando suas madeixas e eletrizando este escritor, ao imaginar o fim daquele encontro tão interessante.
A dupla desceu antes, deixando minha imaginação a mil.
Ao pensar então no texto,  lembrei da criança na grama e nos hormônios e estrogênios efervescentes na dupla do bus.
O novo e sua intensa energia é o que une as duas cenas.
O bebê só queria saber da experiência de tocar a gramínea, pegar, deitar, sentir sua textura, entender seu frescor.
Os jovens buscam o novo na relação que desponta.
Retornando ao hotel e vendo o povo indo e vindo, pensei na possibilidade de algo novo levantar o Brasil, reerguer, iluminar, fazer florescer.
Não sei, aqui em Minas, vendo o povo carente sem rumo, tive essa esperança.
O Brasil é imprevisível, pode piorar, mas pode se iluminar.
Que o novo possa ter encantamento, e nos encaminhar a um bom lugar.

Flavio Rezende, aos dezoito dias, mês cinco, ano dois mil e dezoito..18h01.
Centro de Belo Horizonte.

Domingo, 13 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

A saudade do bem - para mamãe

Estou com 56 anos, quase ultrapassando mais um portal, e creio que é uma idade onde já deu para fazer uma ruma de coisas, acrescentando que a imensa maioria foi superlegal.

O ser humano tem hoje uma maneira mais fácil de trabalhar, sobrando tempo para outras atividades, percebendo que a tecnologia - tirando a parte negativa, como a de subtrair empregos, possibilita esse horário a mais para ser utilizado em muitas coisas, como a convivência sadia com amigos e familiares, por exemplo.

Tendo esse tempo a mais, pude ao longo de minha vida, viajar com papai, visitar mais mamãe e, junto com eles, participar de muitos eventos como lançamento de livros, assistir filmes, papear, levar ao médico, jogar conversa fora, sorrir muito e realizar ações humanitárias.

Como o tempo é inexorável e a partida comum a todos, tive que me despedir do amado pai há alguns anos e, neste, da mama amada, tendo hoje, no dia dedicado a ela, passado sem sua presença, pela primeira vez desde que ela possibilitou minha vinda a este planeta, em mais uma experiência espiritual, num corpo material.

Se o dia então foi de ausência física, não faltaram as lembranças dos muitos momentos em que pudemos desfrutar de vivências várias. Mamãe pertenceu à safra de mulheres que optaram por ter muitos filhos, incorporando junto a esta decisão, a de cuidar de cada um e colher os frutos – depois de certa idade, de todo o carinho entregue e do amor disponibilizado.

Posso garantir que cada um dos meus irmãos, todos eles, compartilharam com a mama o melhor de si em amor e reconhecimento deste se entregar de corpo e alma para um crescimento sadio da prole.

Se em vida ela recebia a turma para um almoço fraterno e um conviver animado - evento emoldurado de cartões, declarações, presentes perfumados e decorativos, hoje na memória de sua existência, recebe os bons pensamentos, as emanações do bem, o carinho em forma de recordações carinhosas, e o reconhecimento coletivo de cada um dos filhos, de que teve uma existência digna, cumpriu o que se propôs a fazer de maneira íntegra e, legou a suas crias, o que chamamos do mais puro e lindo: amor.
 

Sexta, 04 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

Amor aos filhos

Quando acordamos nossa mente logo dá início a seu processo de pensar, pensar, pensar. Poucos seres neste querido planeta azul, destinam minutos e horas dos seus afazeres à importante arte de desacelerar a mente.

Estudos científicos e de cunho esotérico comprovam que o processo de redução da atividade cerebral harmoniza mais o juízo e proporciona equilíbrio e serenidade ao existir, sendo a meditação um importante aliado nesta área, tenha ela a excelência de um mosteiro zen ou a repetição mântrica da MT (Meditação Transcendental).

Essa atividade cerebral matinal pode ter início de diversas maneiras, com alguns começando logo a pensar no trabalho, como vai estar o trânsito, os afazeres a dar conta, enquanto outros podem pensar na performance noturna do seu time preferido ou o novo capítulo daquele caso de corrupção tão cheio de detalhes.

Apesar de muitas possibilidades, quem tem filhos e os amam devotadamente, direcionam na maioria das vezes estes pensamentos iniciais para eles, sendo este escrevinhador de artigos e livros, membro deste time, posto que apaixonadíssimo pelas crias passo a tê-las como ampliadores de minha felicidade, e multiplicadores das sensações diversas que a vida terrena nos oferta em generosas oportunidades, por quadrantes variados de nossa casa maior, a Terra.

Esses bons pensamentos aos filhos amados endereçados, terminam alçando nossa alma à condição de aspirante a níveis mais elevados de grau evolutivo, motivado pelo amor entre um pai e as crias, e ancorado na percepção de que os seres que se amam podem ocupar o mesmo espaço e, no lugar de ocasionar desperdício no transbordar do excesso, promove sim é o ajuntamento das emoções vividas, jogando no éter universal o apurado emocional e assim, devolvendo com juros ao Criador, o investimento que foi feito tanto no pai, quanto nos filhos, que caminhando juntos, podem tranquilamente se fundir em amorosa unidade familiar e expandir de dentro para fora, à poderosa e necessária energia que tanto precisamos produzir. A energia que chamamos de: amor.

Filhos queridos, amados e idolatrados, amor imenso flui do meu ser para vocês, vibro para que possamos estar cada vez mais juntinhos na gostosa caminhada por este planeta azul, produzindo assim muito mais paz, luz, energia positiva e tudo que de melhor possamos ofertar.

Luzzzzzzzzzzz

Terça, 01 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Maio - o trabalho do bem -

No dia do trabalhador acordo fumegando café e comendo frutas e, ao jogar meu corpo na beira-mar de Ponta Negra, faço os agradecimentos espirituais, me entregando as memórias das atividades laborais que desenvolvi ao longo de minha presente existência material, neste planeta azul.
Comecei bem, trabalhando para papai. Ele dentista me passava rascunhos de ofícios da Associação Brasileira de Odontologia - que secretariava, deixando a meu serviço torná-los ok. Também cuidava das contas dos clientes, cartões de aniversário, recebia os pacientes na porta e atendia ligações. Estar na presença de papai era o melhor pagamento. Sempre o amei muito e sentia prazer desfrutar de sua companhia.
Depois papai me colocou na própria ABO/RN como secretário e, um concurso da UFRN para datilógrafo, me levou a instituição em 82, passando a trabalhar no Centro de Ciências da Saúde.
Como fazia comunicação pedi transferência para a TV-U e num concurso interno passei para agente administrativo, mas na verdade já trabalhava como repórter.
No governo Sarney foi feita uma reforma administrativa e fui promovido a jornalista da UFRN, onde também tive uma lanchonete chamada Claquete Rangos.
Na UFRN depois coordenei junto ao professor Albimar Furtado o Laboratório de Impressos, seguindo a Hemeroteca, e fui colocado após no Depto de Comunicação.
Com a posse da professora Zeneide Alves na direção do CCHLA, fui convidado a ser o coordenador de comunicação, estando assim até hoje, e devendo aposentar em 2019.
Como na UFRN trabalho cinco horas, fora fui repórter da Tropical, colunista do Diário de Natal, Jornal de Natal, Padang, Quebra Gelo, Tao - o caminho natural, Flor de Lótus e dezenas de outros jornais alternativos, além de revistas como Foco, Fácil, Natal em Revista etc.
Ainda no jornalismo escrevi e produzo artigos, matérias e escritos para vários veículos, portais, blogs, tendo fundado o meu próprio: www.blogflaviorezende.com.br.
Como trabalhador literário publiquei 26 livros, inúmeros prefácios e participei de coletâneas e publicações variadas, estando com o livro Escritos da Alma no prelo.
Tive ainda vivência laboral como empreendedor cultural, realizando festas, fundando um espaço cultural em Mãe Luiza, onde fiz o Lual do Bem e a Festa dos Signos, além de shows e muitos auês alternativos e espirituais.
No mundo dos negócios tive um bar na Praia dos Artistas, o Nugrau, carrinho de hot dog, vendi salada de frutas nas praias e shoppings, fiz pulseiras, brincos, colares e pirâmides para vender, além de pequenas incursões comerciais em várias áreas 
No setor de construção civil construí apartamentos de baixa renda para alugar e trabalhei ainda na área carnavalesca com o bloco Burro Elétrico, tendo fundado recentemente o Cores de Krishna, este sem fins lucrativos.
Também trabalho com assessoria de imprensa, mas o trabalho que mais gosto e me proporciona alegria e bem estar, é o social.
Fundei e dirigi a Casa do Bem, até bem pouco, continuando lá na diretoria e ativo, tendo o prazer de ver nascer outra unidade que leva meu nome, uma homenagem dos atuais dirigentes, a qual fico muito orgulhoso e contente.
Sempre gostei de trabalhar como jornalista. Sempre amei trabalhar como escritor. Sou realizado em trabalhar ações humanitárias para as pessoas ajudar.
Creio que na vida trabalhei mais de graça, que por dinheiro. Como jornalista e escritor fiz muitas coisas sem cobrar.
Sou muito feliz, vejo o trabalho como algo sensacional.
Realizado em tudo que fiz, no dia do trabalho, estarei levando um grupo de crianças para assistir a um jogo do América.
Quando estiver observando eles em campo, felizes, farei o que sempre faço, silenciosamente, direi: entrego os frutos desta ação a divindade.
Ter os pais que tive, os irmãos que tenho, a esposa, filhos, oportunidade de servir e os trabalhos que surgem, é benção, dádiva divina, jóias preciosas que usufruo.
Trabalhemos sempre, para a família e para os semelhantes.
Luzzzzzz.

Flávio Rezende no primeiro dia, mês cinco, ano dois mil e dezoito.10h33.

Sábado, 28 de Abril Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - relações intertotais

Acordo para fumegar café, comer integralidades e frutas e, principalmente amar e ser feliz.
E as primeiras cenas facilitam esse desejo de interagir positivamente com as cercanias, quando vejo a esposa Deinha em cuidadoso amor com as cadelas Chica Linda Donzela Shokita Browne Kalki de Rezende e Lola.
Observando ela nas cuidâncias, revolvi a mente a noite anterior, repassando pelo juízo as cenas de tigres na Índia, em documentário do Globo Repórter.
Os animais observavam os humanos desinteressadamente até que um percebeu o outro. Lentamente foram se aproxegando, avaliando, até que o onço pensou logo em sexo e a onça deitou e disse: quero não taradão, preciso do meu tempo para cuidar das crias. Quando elas se virarem sozinhas, eu me entrego aos prazeres sensuais com você.
Pois bem, depois parti para a caminhada em Ponta Negra e, assim como as onças, passei a ver vários semelhantes se aproximando.
Normalmente as pessoas ficam sérias e algumas espontâneamente demonstram vontade de criar uma conexão que possibilite espaço para um bom dia, um sorriso, um olá.
Como adoro estabelecer links, amo trocar olhares carinhosos e estou sempre pronto ao projeto de pontes, aderi a uma técnica que vem dando certo.
Primeiro você olha a pessoa nos olhos. Quando os dela batem nos seus, naqueles milionésimos de segundos, você levanta a cabeça bem pouquinho e desce mais rápido, exibindo concomitantemente um sorriso.
O conjunto da obra revela respeito, abertura para a amizade, reverência e é um gesto explícito de que estamos ofertando gentilmente ao outro ser, o que temos de melhor, ou seja, nossa alegria, nossa saudação por um dia feliz e nosso interagir, eliminando o egoísmo de uma passagem neutra ou de uma ultrapassagem seca.
Pensando em Deinha e suas cadelas, nos tigres indianos e no balançar cabeçal com o sorriso geral, encerro este escrito sabadal, desejando que possamos ter com todos os animais, saudáveis relações e, com nossos irmãos humanos, maravilhosas interações.
Um fim de semana feliz e cheio de conexões.
Luzzzzzzz.

Flávio Rezende aos vinte e oito dias, mês quatro, ano dois mil e dezoito. 8h25. Praia de Ponta Negra.

Sexta, 27 de Abril Meus escritos por Flávio Rezende

Quem pede...

Tenho tido alguns probleminhas com petistas devotos, pessoas até amigas, que ao ler comentários verdadeiros sobre Lula, ficam enlouquecidas, enfurecidas, ao ponto de passar a me atacar de todas as formas.

Um pseudo jornalista local, que acorda já mandando gente tomar naquele lugar, como hábito, andou espalhando por ai que sou o cão chupando manga e um falso benfeitor.

Esse se lascou coitado, como não faço o bem para ganhar cargo público - como ele, nem tampouco para me eleger, suas acusações ficam no pântano do aterro sanitário que ele divide com seus seguidores, ávidos pela desconstrução de pessoas de bem, que tenham unicamente o pecado de mostrar Lula como ele realmente é.

Estes dias, apareceu outro, que soma sua insanidade a de alguns mais, dizendo que meus livros são lixo e citando uma ruma de autores locais, estes sim, segundo o grande leitor, merecedores de todas as glórias.

Não preciso dizer que os autores que ele ama e venera, rezam todos na cartilha do Santo do Guarujá e sabem de cor e salteado o Pai Nosso do Detento.

Este pessoal já virou um segmento, um recanto, um espaço, uma minoria. Seus Facebooks são oásis, nem eles mesmos curtem as doidices que postam. Uma petista roxa, semana passada, disse que o triplex chinfrim, caso tivesse sido vistoriado, não teria proporcionado a condenação de Lula. Santa paciência com esses devotos.

Este que chamou meu trabalho literário de lixo postou uma convocação. Quem acha que Lula deve ser solto escreva EU. Nem ele mesmo escreveu e o post ficou na órbita do vácuo, zero EU. Nem curtida teve.

O mantra também é dizer que tenho ódio, pois como gosto de cultura oriental, posto coisas de Sathya Sai Baba, Osho e Gautama - além de apreciar fazer ações humanitárias, então não posso ter opinião política e devo me referir ao Santo do Guarujá como divindade, evitando expor o capo como canalha, ladrão, usurpador, coveiro da esquerda, pá de cal do PT ou chefe de organização criminosa.

Estão perdendo tempo. Na verdade a solidão dos seus espaços deprime. O meu é animado, vivo e onde a razão, está presente. Lamento almas tristes. Passar bem.

Domingo, 22 de Abril Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Terra - um dia para festejar

Acordo neste domingo de festa feliz por poder usufruir várias coisas a nós ofertadas pela mãe Terra.
Em seu dia de parabéns, como uvas, trigo, tomo café, água e parto para uma ação social/ecológica, de distribuição de mudas, uma iniciativa da alma ativa de Haroldo Mota e dos colaboradores da ONG Baobá.
Os discursos enalteceram a beleza da Terra, nossa cidadania planetária, poesias foram recitadas, o amor exaltado, as ações ambientais enfatizadas, até que os presentes animados, partiram para a entrega de mudas aos motoristas de carro, transeuntes e frequentadores de um supermercado.
Como é bom cuidar do lugar onde moramos, estar ao lado de pessoas que amam, que protegem o meio ambiente, que não só falam e reclamam, mas, principalmente atuam.
A Terra é onde moramos, trabalhamos, criamos nossos filhos, passeamos, é de onde retiramos nossa subsistência, enfim, é abrigo, proteção, lazer, alimento e razão de ser.
No seu dia deixo minha satisfação em ser um terráqueo, minha alegria em aqui residir, existir.
Feliz dia do Planeta Terra, um espaço, um abraço, o amor como deve ser.

Flávio Rezende aos vinte e dois dias, mês quatro, ano dois mil e dezoito. 10h55. Cidade do Natal.