Sexta, 13 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - muito amor por todos os meus irmãos

Hoje é dia 12 de julho, aniversário de mamãe. Pensando nela lembrei dos meus irmãos, que ainda vivem.
Papai partiu, mamãe o seguiu, mas os manos ainda estão aqui e isso me deixa muito feliz.
Estou sentado no sofá vendo o JN e comecei a pensar em cada um.
Sou louco por Jorge, o caçula. Ele gosta de pescar. Pega e solta. Acho isso admirável. Sinto que ele gosta de mim e eu gosto dele. Amo muito Jorge.
Lila é incrível. Tem muita força e carisma. Mesmo com um CA encara a enfermidade, enfrenta a barra e dá exemplo de garra constante e fé permanente. Adoro Lila, como ela vive, sua atividade, sua boa vibe. Sinto que ela sente algo especial por mim e eu sinto o mesmo por ela.
Gosto muito do mano Fernandinho. Ele é muito engraçado e querido demais. Onde chego alguém fala dele de maneira positiva. Sempre tivemos agradável relação, Dinho é feliz, bem humorado e muito capaz. Sinto seu olhar amoroso e tenho a mesma visão em sua direção.
Mana Leila é sensacional. Uma mãe, criativa, aquela que sempre tem um mimo. Mesmo morando fora desde nova, sempre se faz presente. Uma querida. Admira meu dom de escritor e eu o seu de artesã.
Para Júlio peço vênia, se amo muito a todos Júlio tem um tiquinho a mais.
Pediatra amadíssimo na cidade, responde por todos os meus gostos musicais e maneira de vestir e ver o mundo.
Minha paixão por Janis Joplin, Beatles, John Lennon, Harrison, Elton John, Hendrix, Pink Floyd, cultura oriental e Santana entre outros; a maneira despojada de vestir, o amor pela Peace and Love, vem do fato de ter sido seu mascote por anos.
Ver Júlio, ouvir o que Júlio ouvia, curtir suas falas nos anos 70 e 80, me influenciaram até hoje.
Sinto que ele me ama e eu amo ele, como amo mamãe e papai que me inseriram numa família querida e sensacional, com pessoas muito especiais, competentes em suas escolhas, bons maridos e esposas, excelentes pais e filhos, cidadãos excepcionais, amigos dos amigos, solidários, filantropos, boas praças.
No dia do aniversário de mamãe, o presente é todo meu, por ela e papai nos ter juntado num balaio tão gostoso, numa família tão massa, num ajuntamento tão carismático.
Manos, parabenizo mamãe amando vocês, crias, extensões, amáveis seres que tornam minha existência completa e minha passagem repleta de infinito orgulho e renovado prazer.
Amo cada um e a mãe e ao pai: gratidão eterna.

Flávio Rezende, aos 12 dias, ano dois mil e dezoito, mês sete. 21h36.

Domingo, 01 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - com o pé no morro e a cabeça no mundo


Se faltou poder de fogo para Cristiano Ronaldo fazer Portugal avançar na Copa, sobrou ontem na comunidade do mosquito, fazendo com que desse ré no carro e buscasse chegar ao aeroporto por outra rota.
Se a violência mudou ontem meu trajeto, hoje segui rotina, fumegando café, comendo pão integral com queijo branco e uva passa e, desaguando corpo no pé do Morro do Careca, onde liguei a antena e fiquei ali no banho observando o mundo ao meu redor.
Logo a esquerda uma jovem tentava beijar outra um pouco mais velha, que incomodada dizia para ir devagar com o andor. 
A direita dois pais com filhos pequenos nos braços, comentavam suas maneiras de ser. O de um é afoito e já estava trepado na cabeça do genitor querendo pular. A menina é medrosa e atracada no porto seguro do papai, queria a todo custo sair do mar, tremendo mais que vara verde num mar tranquilo e sem ondas.
Eis a vida e suas nuances. Em qualquer canto e em qualquer lugar, percebemos a representação das coisas através de pessoas, animais e da natureza.
O amor plural, o que se atira, a que se retrai, os que comemoram, pois ao sair do mar, presenciei casal tirando fotos em homenagem a um recorde batido na travessia a nado.
E andando fui vendo o mundo, através de uma corda que da terra ajuda a tirar o peixe do mar, o casal amigo que sugere Milton Nascimento na vitrola, o rapazinho que volta metros para um chute fuleiro dar, enfim, no pé de um morro, ou em qualquer recanto, eis a vida e seus cantos e encantos, eis a magia, os seres e as poesias, por aí, disponíveis, visíveis, a nos rodear.
Um belo domingo e muita luzzzzzzz.

Flávio Rezende no primeiro dia, mês sete, ano dois mil e dezoito.
10h20. Praia de Ponta Negra.

Sábado, 30 de Junho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - um magote de almas boas

Escritos de Ponta Negra
- um magote de alma boa -

Apesar de dormir tarde por causa do show do cover de Pink Floyd, acordo cedo, fumego café e fico pensando no quanto é bom, legal e necessário estar em companhia de almas boas, sorrir com elas, conversar, usufruir, abraçar e compartilhar bons momentos.
Ontem foi com Eustachio Lima e muitos outros que fui vendo e ficando feliz, antes, durante e depois do show.
Hoje foi em Ponta Negra com Denise Schneider, João Vianey, Dão e alguns outros, pessoas queridas, seres amados, que proporcionam momentos felizes e recordações agradáveis, emprestando a vida uma vibe positiva e provocando reflexão do quanto é legal viver e ser feliz.
Precisamos destas convivências, necessário se faz convidar para encontros, provocar reuniões, promover uniões, aproximar, unir, celebrar.
O motivo pode ser um show, a liga pode ser uma praia, a justificativa um café, a desculpa um papo.
Sem a companhia dos amigos, o sorriso dos encontros e a alegria das boas confraternizações, que sentido tem a existência?
A boa Copa, a verdadeira Copa, é aquela onde nossos times estão jogando no campo do amor, é naquela onde o gol proporciona a vitória e o gol do abraço, a celebração do papo, o festejo do encontro.
Luzzzzzz.

Flávio Rezende, aos 30 dias, mês seis, ano dois mil e dezoito. 12h40. Balada Bar, praia de Ponta Negra.

Uma boa Copa é um fim de semana feliz

Sábado, 23 de Junho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Pipa - mar mesmo, povo grisalho

Escritos da Pipa
- mar mesmo, povo grisalho -

Hoje não fumeguei café em casa, por ter jogado meu corpo no mundo e estar com ele em alma animada, curtindo falésias, golfinhos, sons, caras e rostos na Pipa, lugar sagrado onde tive intensa história no passado e, hoje, quando apareço, por inteiro mergulho no presente sempre brilhante e recordo passagens interessantes, e sempre fantásticas de revolver.
Quando observo o mar, é o mesmo, revelando a constância divina em sua criação, com pequenas modificações na moldura dos homens, com mesas e cadeiras, barcos e madeiras, fazendo uma coisa aqui e outra ali, mas o mar sempre belo, vai e vem em marés altas e baixas, correlacionando-se com a lua, em subidas e descidas que só mudam em serem mais uns dias, e menos noutros.
Se navegando pelas ondas do mar percebemos certa constância, quando nos becos, ruas e vielas encontramos antigos personagens que até hoje por aqui caminham, vemos que o tempo pintou cabelos, mas não desgrenhou ideias, vendo que o altar do surfe, do sol, da vida mansa e da fumacinha de índio, permanecem como orações na religião comum a todos, de adorar o céu, o mar e as estrelas.
Ontem com Carlos Maia/Andreia, tivemos esses momentos juntos, com o papear indo e voltando, revivendo o passado e aproveitando o presente, observando, participando, reencontrando figuras, abraçando, dançando, cantando, conhecendo e aproveitando.
Eita vida maravilhosa, que navega num mar que é sempre o mesmo e circula entre amigos que mesmo mais velhos, permanecem coesos nessa religião filosófica de ser e estar sempre perto do mar e cheio da energia positiva do sol.
A vibe do bem circula e quem se alimenta de luz brilha para estar sempre voando, seja como uma pipa no ar, ou como um escritor, sempre atento e sintonizado com o lugar.
Luzzzzzz.

Flávio Rezende, aos vinte e três dias, sexto mês, ano dois mil e dezoito. 

Sábado, 16 de Junho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - a boa imagem da Copa

Acordo cedo para ver França e Austrália. Com o café fumegado e o pão integral com queijo branco e uvas passas no bucho, fico logo desinteressado do jogo e parto para caminhar e mergulhar em Ponta Negra.
Durante a caminhada fiquei pensando na Copa. Sei que tem o lado ruim, mas quando estou na beira da praia normalmente vejo preferencialmente o lado bom das coisas.
Aí fiquei pensando nas reportagens que antecedem as pelejas e vibro com os torcedores brincando, mostrando bandeiras, uns enfeitados, os chapéus, cornetas, adereços, todos num clima de muita união, confraternização, demonstrando que as Copas ofertam a possibilidade de uma convivência pacífica, harmoniosa e até bem humorada entre os povos.
Todos nós sonhamos com essa interação, com esse encontro de países, com essa troca de energias, de maneira ordeira e pacífica, tendo as Copas conseguido criar esse clima, possibilitando uma cadeia mundial de assistência de pessoas torcendo educadamente por seus lugares, todos brincando, curtindo, numa espécie de realização de um sonho coletivo de prazer universal.
Podem falar o que for da Copa do Mundo, mas as edições tem sido assim, muito legais nestes aspectos, muitas pessoas se abraçando, brincando, mostrando criatividade e as torcidas aceitando resultados adversos e comemorando vitórias.
Também adoro ver as reportagens sobre as cidades e o País que sedia. Passamos a conhecer tantas coisas novas, ampliando conhecimento e dando mais vontade ainda de bater perna por aí.
A Copa no Brasil deixou um prejuízo grande, mas adorei participar. Fui alguns jogos em Natal e amei estar ali com meu filho Gabriel.
Como disse, tudo na vida tem vários aspectos, hoje, aqui, celebro o lado bom, a junção feliz de tantos povos em torno da pelota.
Viva a Copa do Mundo que agrega, que une, que nos humaniza e possibilita urros e choros sem bombas, murros ou empurrões.
Celebremos o que nos diviniza e todas as glórias ao futuro campeão, seja quem for.
Luzzzzzz

Flávio Rezende aos dezesseis dias, mês seis, ano dois mil e dezoito. 10h25.


Um excelente fim de semana e boa Copa do Mundo para todos

Sábado, 09 de Junho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - mudando para melhorar

 Ao acordar a mão pesada colocou mais pó de café que água, e a fumegada apresentou uma dose mais forte.
Cheio de cafeína no juízo fui bater perna em Ponta Negra, e logo presenciei um batismo de neófitos cristãos com promessas variadas de reforma interior, vida nova e brilhantes olhares para o futuro.
A cena remeteu meu ser a sala do Cinépolis, onde dias atrás assisti um filme do Festival Varilux de Cinema Francês, com um professor conservador e uma imigrante árabe, a princípio brigando e depois evoluindo para uma parceria transformadora, onde os dois saíram ganhando.
Ela virou uma advogada competente e feliz e ele um professor menos barra pesada.
A leitura que fiz é que a proximidade desfaz mal entendidos, e a adesão a visão do semelhante pode encaminhar nossa nau para bons portos.
Claro que o oposto é possível, mas optei por escrever pelo lado que deu certo.
O professor mostrou a então aluna que ela podia passar a vida se vitimizando, colocando a culpa de todas as suas agruras nos outros. Isso podia lhe dar certo consolo, discurso e até lhe emprestar uma causa, mas ela seria ao fim de tudo uma pessoa melhor?
Ela foi cedendo e no fim sua relação com a mãe melhorou, idem com o namorado, ficou mais feliz e utilizou os métodos do professor reacionário em sua profissão, obtendo êxito ao fim.
O professor certamente ao conviver com uma imigrante transformada, percebeu que é possível burilar, lapidar e agregar valor as pessoas, sem agredir, desmerecer, apequenar.
Aqui em Ponta Negra vejo jovens aderindo as bússolas de Jesus. No filme vi dois seres antes antagônicos, compreenderem razões antes rechaçadas, por permitirem aproximação e ouvirem um ao outro.
A vida através de diversas ferramentas oferta generosamente setas, encontros, situações, inserindo no DNA de tudo, a possibilidade da mudança.
Se sentir que essa transformação pode tornar você um ser melhor, não hesite, mergulhe, dispa-se dos seus preconceitos, conceitos ou couraças.
Estou na água, tem sol, tem som, tem pessoas variadas, animais, vegetação, a vida é bela e dialoga cotidianamente comigo.
Eis minha oração preferida: que possa estar sempre aberto, disponível...

Flávio Rezende aos nove dias, mês seis, ano dois mil e dezoito. 11h14. Praia de Ponta Negra.

Domingo, 03 de Junho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - a chuva e a mobilidade das coisas


Acordo e percebo que a chuva já presente na madrugada, continua molhando a cidade pela manhã.
Ela não muda a fumegada do café, mas refaz projeto de praia e me posiciona diante da tv, onde via Netflix navego no universo de Garcia Marquez, mergulhando em Macondo e nos tempos da cólera, percebendo claramente que mudamos ao longo do tempo.
Na mesma tv que telespecto, escolho não dar muita atenção ao amistoso do Brasil, analisando que isso nunca tinha ocorrido. Ontem já nao fiz questão de ir ao jogo do ABC, preferindo passear no shopping com as mulheres de my life.
No documentário Garcia Marquez mostra certa decepção com o socialismo cubano e passa a manter amizade com Fidel para poder soltar escritores presos pelo regime ditatorial.
Num outro documentário sobre os atentados em Paris, vários jovens que estavam no Bataclan, dizem tempos depois do ocorrido, que passaram a valorizar coisas como a família, filhos, e aceitar certas regras sociais ligadas a tradicionalidade.
Assim como o sol nos leva ao movimento exterior, fazendo com que fisicamente saíamos por aí pedalando, correndo ou mergulhando no mar, a chuva nos remete a solidão reflexiva - que no meu caso hoje, areja a percepção que as mudanças estão ocorrendo continuamente.
O futebol não é mais prioridade; antigas crenças em sistemas socialistas são repensadas; valores antes tidos como caretas são internalizados por jovens diante de situações concretas ou pela própria passagem do tempo; enquanto sol e chuva alternam temperaturas e cenários, tão naturalmente quanto o dia antecede a noite, e este anuncia o dia.
Aprendemos desde cedo a crer em algo e mudar é tido como errado. Nada mais injusto e equivocado.
Mudamos o tempo todo, fisicamente, quimicamente, por qual motivo não podemos fazer isso, também, mentalmente?
Como já disse por aqui Flávio Zannata, que trocou uma promissora carreira de executivo pela de introdutor da macrobiótica no Brasil, em saudosa palestra no auditório do Sesc/Centro, nos anos 80, "a única coisa que não muda, é que tudo muda".
Bom domingo chuvoso e excelente semana. 
Luzzzzzz

Flávio Rezende aos três dias, mês seis, ano dois mil e dezoito. 11h44.