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Quinta, 23 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da alma – Aniversário de Sai Baba, o avatar do amor

Quando tinha ai meus 19 anos, frequentador assíduo da Praia dos Artistas, jogador de frescobol, futebol de mesa, fã de poesia e leitor voraz de livros, recebi um deles das mãos da Marília Mesquita, hoje residente em Londres.

Era um livro de Rajneesh, com dez histórias zen. Até então misticismo não tinha obtido muita atenção, mas após a leitura do livro, como num passe de mágica, “endoidei” pela Índia, zen budismo, meditação, ioga, alimentação natural etc.

A coisa foi crescendo e me absorvendo a um ponto, que terminei indo bater na Índia, intencionando passar um tempo em Pune, onde Bhagwan Shree Rajneesh, que depois mudou nome para Osho, residia e mantia uma multiuniversity.

Foi chegando à Nova Deli e ele desencarnando. No mesmíssimo dia. Desisti de ir e como tinha conhecido uns devotos de Krishna, fiquei batendo perna por outras cidades da Índia e do Nepal, até descer ao sul onde passei um tempo no ashram de Sathya Sai Baba.

Fiquei por ali observando, perguntando a um e a outro qual era a dele e voltei ao Brasil, onde passei a ler mais sobre swami, principalmente livros do professor Hermógenes, seu primeiro devoto verde e amarelo.

Como os ensinamentos de Osho eram muito radicais e os de Baba mais amorosos, a idade vai nos acalmando e naturalmente a gente vai deixando aquele vulcão revolucionário de lado, migrando para posturas mais calmas e atitudes mais humanitárias.

Sai Baba desenvolvia um trabalho social intenso e focava muito na área educacional, chegando a criar o método Educare, de educação em valores humanos.

Lendo e entendendo mais Baba eu fui indo, criei a Casa do Bem, passei a gostar muito de amar a todos e servir a todos e mergulhei de cara em sua seara. Como na época tomava umas biritas, fumava um mato e outros babados mais, comecei a ficar incomodado e pedi a swami para conseguir transcender tudo isso. Foi vapt vupt. Numa noite onde o pedido foi bem intenso, adormeci e quando acordei experimentei o que chamam de uma graça alcançada. Nunca mais usei nada disso e se minha relação com ele era super, virou big.

Voltei à Índia, fundei um centro de estudos e de meditação de Baba na minha casa, depois descobri que já tinha um aqui em Natal na casa de Getúlio, fechei a que coordenava e me associei ao Grupo Sathya Sai de Natal, seguindo devoção até hoje.

Adoro Krishna, Jesus, curto tudo, mas é com Sai Baba que tenho minhas conversas mais profundas, que faço meus pedidos mais barras e com quem dialogo diariamente sobre a vida.

Quando perguntam o que sou nessa área espiritual, digo, sou devoto de Sai Baba, simpatizante de Krishna, Jesus etc., seguindo assim numa felicidade só, de estar associado a uma ruma de almas boas.

Seus seguidores acreditam que Baba veio como Sai Baba de Shirdi, nesta recente como Sathya Sai Baba, já tendo desencarnado em 24/4/2011, devendo voltar no futuro para cumprir sua última encarnação na Terra, como Prema Sai.

Muita coisa pode ser dita de suas materializações, milagres e feitos impressionantes. Neste sítio https://www.sathyasai.org.br/ a curiosidade pode ser saciada.

Hoje, dia 23, nós, seus devotos, comemoramos 91 anos de aniversário. Tem feito bem a um monte de gente de vários países. Seus projetos, universidades, escolas, métodos, continuam vivos e ativos.

Pense numa alma boa que me faz um bem danado. Swami, parabéns, volte logo e vamos em frente. Gostaria muito de encarnado estar com o Senhor novamente, em Missouri, para mais uma vez sentir a presença de um avatar, me encantar, evoluir, amar...

 

Om Sai RAM

Flávio Rezende aos vinte e três dias, mês onze, ano dois mil e dezessete. 12h49.

Quinta, 23 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da alma – reverenciando Jaeci Galvão

Quando era pequeno o mundo dos álbuns de fotografia exercia um fascínio enorme sobre todos os seres.

Como as películas eram raras, quando apareciam naqueles livros enormes, bem colocadas, com molduras elegantes, saltavam aos olhos.

Todas as famílias da classe social a qual estava inserido tinham esses álbuns, uns dos filhos, outros dos casamentos e era quase obrigação mostrar, como hoje fazemos com as digitais que tiramos, através do imenso mundo cibernético do Facebook.

E como as fotos tinham esse poder de encantar, os que as produziam com esmero e reconhecido talento profissional, eram tidos como grandes e bastante requisitados.

Jaeci era um deles, sendo meu pai seu cliente. Adorava ver suas fotos e aos poucos, crescendo, fui conhecendo seus filhos e travando amizade com a família. Lembro-me da loja dele no centro da cidade e em outros locais.

Jaeci também era visto em motos, voando, navegando, amplificando a admiração. Tudo nele chamava atenção. Até cachimbo o homem tinha, combinando com aquele rosto meio inglesado, um charme só.

Um pouco mais adiante fui conhecendo mais uma faceta de sua memorável trajetória, as fotos da cidade, inundando as mídias sociais, todas maravilhosas, bem batidas, bem curtidas, muito elogiadas e fundamentais para a compreensão do passado.

Jaeci registrou tudo, parecendo até que sabia que tempos depois, seriam todas objeto de estudos, olhares, comentários e partes do mosaico da cidade já crescida e metida à mediana.

O tempo avançou mais ainda e fui morar em Ponta Negra. Lá passei a encontrar o esportista, motoqueiro, grande fotógrafo Jaeci na padaria do uruguaio, praticamente todos os dias, passava na caminhada e o mestre estava lá, pois morava na frente.

Aos poucos fomos nos aproximando, papeando, trocando impressões, outros amigos frequentes no local chegando, e terminou virando uma confraria, bem ao tempo do mensalão. Eu comecei defendendo Lula junto a um militar aposentado e outros atacando. No fim eu passei para o lado dos crentes que Lula pisou na bola, ficando só o militar ainda simpático ao capo. Era muito legal.

Mais uma vez a roda da vida girou e deixei de frequentar a padaria, indo só de vez em quando, ainda o observando na varanda da casa, já mais velhinho. Vez por outra perguntava a Severo por ele, com notícia que gostava de balançar na rede e estava cada vez mais caseiro.

Estes dias ele partiu com idade já próxima dos 90, mas jamais será esquecido, pois deixou assinatura em milhares de fotos famosas, representativas de uma cidade bebê e de uma cidade adolescente.

Fez muitos amigos em várias áreas. Fez seu trabalho muito bem feito. Sendo o que foi, eternizou seu nome na história de Natal. Deve ter partido feliz, mesmo que às vezes exibisse um aspecto grave. Era seu jeito.

Quando era distante, admirava. Quando me aproximei, ficamos amigos. Agora que partiu, deixa saudades. Segue alma boa, vá cuidar de eternizar o céu, lá deve ter muitos ângulos bem legais. Luzzzzzzz.

 

Flávio Rezende aos vinte e três dias, mês onze, ano dois mil e dezessete. 11h46.

 

Terça, 21 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escrito da Mel - alçando voo com o combustível do amor

Quem tem paternidade e maternidade na agenda cotidiana do existir, sabe que a criação é um constante experimentar.
Se os pais tem uma religião muito enraizada, podem ajudar ou destruir. Se seguem muito determinados autores de best sellers, igualmente podem acertar legal ou errar feio.
Se existisse uma fórmula aceita universalmente, talvez fosse bom, ao mesmo tempo que seria chato.
Se hoje em dia os comportamentos politicamente corretos demais, geram um bando de fanáticos, cheios de regras para o falar e o pensar, a criação de um ser fica pequena e incompleta, se o colocarmos apenas num quadrado religioso ou num formol comportamental, disponível nas livrarias.
Eu, Deinha e Gabriel, comemoramos hoje a chegada de Mel ao número oito, significativo por representar algo que começa, dá um giro, depois mais um, e chega ao ponto inicial.
Sendo um começo e um fim, leva junto um sim e um não, um sopra e esvazia, um yng e um yang, um frio e um quente, um fluir e um revolver.
Como nossa família não está engessada em nada por inteiro, navegamos com Mel no mundo plural.
Conosco ela canta Hare Krishna, ouve coisas de Sai Baba, Jesus e pode ir ou frequentar o que quiser explorar, quando assim o desejar.
Conosco escolheu seu amado Palmeiras, mesmo com forte proximidade rubronegra.
Conosco às vezes define o passeio, e noutras, segue o que nós indicamos.
Mel tem demonstrado felicidade crescente, naturalmente é um pouco arredia com estranhos e se joga nos braços e abraços das amigas.
Como acreditamos, sua personalidade lhe pertence, pois é uma construção de várias vidas, apenas como humildes instrutores nesta experiência, vamos só dando dicas, feito setas, mostrando consequências, tudo naturalmente, sem voz alta, sem gestos espalhafatosos, com rarissimas excessões.
Estamos felizes criando. Estamos felizes com Mel. Somos felizes juntos, unidos, em missão coletiva de crescimento.
Parabéns Mel, seja feliz, estamos aqui e te amamos muito.

Flávio Rezende, aos vinte e um dias, mês onze, ano dois mil e dezessete. 8h28, Ponta Negra.

Quinta, 16 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escrito da saudade – o pai onipresente –

Escrito da saudade – o pai onipresente –

Hoje acordei em jejum para um exame de sangue. Não pude cumprir o ritual de seguir até o velho fogão e acender uma das bocas manualmente, colocar o bule sem alça e produzir o tão desejado café matinal.

Mesmo tendo que sair às pressas para recolher o sangue que vai revelar aspectos de meu mundo interno, o interior mental, saudável e sempre bem humorado ao acordar, pode observar aliado aos olhos, as fotos de papai na parede.

Justo num dia igual ao de hoje, no que diz respeito ao 16 de novembro, três anos atrás, chegava por volta do meio-dia ao Natal Hospital Center para mais uma visita a ele na UTI, quando o aspecto grave do mano mais velho, Júlio, revelou algo anormal.

O anúncio do desencarne foi feito, ficando comigo às providências gerais relacionadas ao velar e enterrar. Cumpri tudo com carinho e amor, sendo mais uma maneira de agradecer por tantas coisas feitas e proporcionadas.

Nestes três anos venho revelando sentimentos por papai em todas as datas, da forma que sei, através da escrita. Tem sido assim em seus aniversários, Dia dos Pais e até em outros momentos, quando a saudade aperta e os dedos liberam o emocional em forma de letrinhas mágicas.

Tudo que tinha de dizer já disse, apenas viro um repetitivo escritor, posto que cada vez mais apaixonado, não tenho como esquecer seus feitos, relembrar seus atos e agradecer sempre seu carinho por cada um de nós, seus filhos.

Papai, os anos vão passar neste plano, chegando certamente o dia de estar em um novo, quem sabe te ver, reencontrar, abraçar, dizer que te amo ao vivo.

Teremos corpos? Não sei. Teremos esse encontro? Não sei. Só anos que virão, na verdade dirão. Só sei que com ou sem corpo, com ou sem encontro, me encontro sempre contigo, no abraço amigo, no amor universal.

Te amo, esteja bem, luz e paz papai.

 

Flávio Rezende, aos 16 dias, mês onze, anos dois mil e dezessete. Lagoa Nova, Natal/RN.

 

Terça, 14 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Reverenciando a alma ótima de Edgar Dantas

Hoje fui cedo ao trabalho para dar vencimento ao básico, uma vez que o principal do dia está nos fora muros da UFRN.
Alguns quilômetros ao leste, nos domínios do Instituto Histórico e Geográfico do RN, a alma mais viva dos Dantas, o celebrado e cerebrado Edgar Dantas marcou na agenda para assuntar sobre o vale do Ceará Mirim.
A moto percorreu as vias engarrafadas e furou filas veiculares com o passaporte de sua pequenez, alcançando a Casa da Memória a tempo de abraçar o palestrante e seu filho Henrique Muniz Dantas, antes do início da fala mágica sobre a história, os causos e as  nuances desta terra rica em cultura, agricultura e humanescência, como diz Ana Tania Sampaio.
Edgard Dantas tem se notabilizado pelo mergulho aprofundado na obra do seu  avô Manoel Dantas, célebre patrício potiguar, navegante de vários mares, conhecido por prever a Via Costeira e por militar no jornalismo, fotografia, literatura, gestão pública e política, estando Edgar num périplo comemorativo dos 150 anos do nascimento do famoso avô.
Edgar alcança os 75 anos cheio de boa vontade de falar e compartilhar conhecimento. Na sala de sua fala, alguns amigos com certa idade, ávidos para ouvir.
No trajeto da moto estacionada até o  IHGRN  muitos jovens alunos em bafafá incontido, visitavam a Igreja do Galo e o próprio instituto.
Quem ouviu Edgar agradeceu a existência esse prazer e desejou internamente, que os jovens possam ter sede de conhecimento, cultura e, claro, lazer.
Viva Edgar, Ceará Mirim, Instituto Histórico e a terra potiguar .

Domingo, 12 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos filosofais - viajando no espaço tempo

Ao acordar a mente já condicionada a feitura do café, impulsiona o corpo em direção ao bule e ao velho fogão de acendimento manual.
Enquanto o aroma não assume sua excelência, revelando a existência do  café já feito, a mesma mente já pensa nos diversos acontecimentos e lembra, que ontem, Deinha sugeriu que podíamos usar a promoção Black Friday para enfim trocar o fogão.
Como o percebo na forma de fonte de inspiração, tratei logo de mudar de assunto, uma vez que apegado a ele, sentirei falta de sua presença, temendo que o  novo, não desperte logo cedo, meu desejo de escrever.
No prosseguir do consumir, acresci as uvas e fui navegar no  vasto espaço da Net.
O primeiro vídeo mostra o mundo no futuro, com energia limpa, água farta, carros voando e viagens estelares. Já outro revela  mazelas, crueldades humanas, horrores e do quanto somos capazes de destruir.
Mais adelante desgrudo os olhos da pequena tela - na verdade uma grande janela, e observo minha pequena Mel deitada no sofá, a árvore de Natal que montamos ontem e as bonequinhas princesas encantadoras e belas da Disney.
Vivenciamos essa ambiguidade diariamente, podemos ter o velho e inspirador fogão com o bule fumegante ou o moderno fogão e o café espresso das máquinas, podemos acessar o fantástico futuro em previsões otimistas, ou o caos em profecias deterministas.
O livre arbítrio nos proporciona escolhas, nos oportuniza decisões, cabe a cada um de nós, inspirados em vivências, pré existências, traçar o rumo, seguir a rota e existir, torcendo o escriba, para que essa decisão, seja no sentido de uma vida feliz, pautada nos valores éticos e inclusivos, afinal, estarmos aqui nesta inigualável experiência de viver, será bem mais interessante cercado de pessoas legais, animais, vegetações, rios, lagos e mares, num cenário lindo e maravilhoso, bebericando café e escrevendo, sempre, viajando no tempo, e no espaço, por enquanto, mesmo que só com a mente.

Flávio Rezende aos doze dias, mês onze, ano dois mil e dezessete. 8h33. Conjunto Ponta Negra, Natal/RN.

Sábado, 11 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - mergulhando no processo criativo

Escritos de Ponta Negra
- mergulhando no processo criativo -

Ontem recebi um carinhoso zapzap de um leitor com comentários agradáveis e muito simpáticos sobre meus escritos. Confesso que fiquei muito feliz. Entre outras coisas afirmou que às vezes as crônicas revelam ângulos da vida que ele não tinha percebido, e que em outros casos provocam algumas mudanças.
Cheguei então para a caminhada já pensando na hora de sentar e escrever, um momento sempre especial e mágico.
Até aqui agora estar, para enviar comandos aos meus dedos polegares e eles dançarem diante deste teclado digital, eternizando textos e trazendo ao mundo reflexões e inspirações, tive várias opções para desenvolver o presente escrito, decidindo por explicitar deslumbramento sobre essa coisa de produzir arte, pintar, dançar, filmar, escrever ou coreografar, entre tantas possibilidades e vertentes.
Se o universo provém de uma fonte criadora ela certamente não se esvaiu na expansão do big bang, antes pelo contrário, se alimenta neste crescente seguir e alimenta antenas mundo afora, fornecendo material diverso e em imensa quantidade, a toda hora, em todo canto e em qualquer lugar.
Neste curto caminhar já idealizei um filme inteiro, resultado da reflexão sobre uma série que estou assistindo, provando que o combustível da criação cultural provém de fontes virgens ou já existentes, numa combustão crescente de criações, que explodem incessantes em produtos disponibilizados cada vez mais em livrarias, cinemas, teatros, espaços públicos ou plataformas digitais em outro mundo, radicalmente novo e ao mesmo tempo já em processo de envelhecimento, uma vez que caminhamos para abrir a mente para a leitura de textos num simples fechar de olhos e o acesso a biblioteca de Alexandria moderna, apenas pela via mental.
Se alguém cantou sobre revolução por minutos, hoje a obsoleta canção já deve ser atualizada em revolução por milionésimos de segundos.
Preciso parar.  Ao mesmo tempo que a expansão do tempo encurta a ponte entre as criaturas e os criadores, e as criações são ofertadas no fast food cultural com ingredientes variados e múltiplos, cresce também a preguiça por textos longos e por demais explicativos.
É tempo de hiper produção e tudo precisa caber em reduzidos espaços, exigindo cada vez mais talento e poder de síntese das criaturas criadoras.
Tenho me esforçado e sou grato a quem consegue chegar a esse final.
Muita luz e bom fim de semana a todos. Usemos nossa criatividade para cozinhar, escrever, dançar, pintar, bordar, jogar, e sobretudo: amar.

Flávio Rezende aos onze dias, mês onze, ano dois mil e dezessete. 10h34. Praia de Ponta Negra.