Domingo, 11 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - blues, ações sociais e encontros do bem -

O apelo dominical para usufruir da existência material num corpo espiritual, torna meu despertar feliz e, imerso no gozo dos sentidos, sinto o paladar vibrar com uvas passas, pão e queijo, café prensado a francesa, goiaba, enquanto o sentido auditivo navega nirvânicamente em Frank Sinatra, Os Cariocas, B B King e a sensacional Sweet Home Chicago, de Eric Clapton.
Devidamente aboletado no velho sofá, sentindo a doce fragrância de Mel e Deinha, agregada ao objeto deleitador, mergulho em pensamento nas coisas do dia anterior. 
Estive pela manhã em Ponta Negra e com olhos de ver, fui percebendo ações sociais em andamento. 
Turmas da Estácio mediam a pressão de ambulantes, orientando a procurar atendimento médico quando a pressão apontava alta no equipamento. 
Adelante jovens com sonhos ao vento, recebiam instruções gratuitas para surfar e, entre a exibição de uma manobra radical, e um cut-back, noções de uma vida correta eram transmitidas como ondas no mar.
Caminho um pouco mais e vejo alunos da Maurício de Nassau incluindo deficientes nos prazeres marítimos. 
Como trabalho na UFRN, que é pública, fiquei pensando no quanto a mesma pode direcionar os jovens de lá para ações sociais.
Vejo tantos experts em fascismo, coxismos e tantos ismos, com quase nenhuma atividade social relevante. 
Claro que deve ter, óbvio, mas por ser enorme, praticamente uma cidade, pode muito, deve muito mais a sociedade.
A UFRN terá novo reitor em breve e, torço para que ele se inspire nas universidades privadas, cheias de ações sociais, possibilitando aos alunos, principalmente de humanas, mais práticas, e menos teorias. Fica a dica. 
E o resto da manhã em Ponta Negra e do dia em ambientes diversos, foi de maravilhosos encontros com seres queridos, como Canindé Soares e Paulo Cesar Dantas Fernandes na feijoada da Soamar, Wagner Marinho e esposa em Ponta Negra, Juciara Tinoco no Natal Shopping, fechando com Carlos Maia do Burro Elétrico no Praia Shopping. 
E assim vivemos, vamos vendo, sentindo, comendo,  papeando, observando, interagindo, sugerindo, curtindo, existindo. 
Um domingo maravilhoso e uma semana feliz para todos, além de ser grato aos que lêem meus escritos. 
Luzzzzzz

Flávio Rezende aos onze dias, décimo primeiro mês,  ano dois mil e dezoito.  8h20.

Quinta, 08 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

15 anos de bons frutos: ong Baobá do mestre Haroldo Mota

Não sei se ainda rola, mas na minha juventude, 15 anos de gente que podia, era dia de festa, valsa e tudo o mais. A data também é motivo de júbilo para muitos, como casais que alcançam esse feito, amigos do pré e por ai rolam os festejos por motivos diversos.

Hoje estou participando como homenageado, junto com almas verdes e ótimas como Aristotelino Monteiro, Diógenes da Cunha Lima, Glácia Marillac, Gustavo Szilagyi, Magda Guuilhermino e Maurizélia de Brito Silva, da sessão solene alusiva aos 15 anos da Ong Baobá, que ao ouvir o som e ler a grafia, logo remetemos feito link direto, ao seu fundador, mantenedor, batalhador, regador e propositor, Haroldo Mota, alma que planta, que mantém, poda, luta e faz tudo para que o verde continue tendo vez em nosso amado planeta azul.

E nessa formatação de ações, invenções diversas para que o assunto esteja sempre em pauta, o Mota é que deve ser homenageado, que deve ser reverenciado, aplaudido, festejado. Alma translúcida, querida, alegre, cheia de vida, tem forma humana mas alma de planta, e por isso encanta e deve ser sempre cuidado.

Daqui, do meu canto, canto loas a sua existência alma verde/zul/amarela, que do Brasil faz parte como patrimônio e, no coração dos amigos, sempre cresce em gigantismo que só um Baobá, pode ser fiel, em tradução.

Te amo irmão, muita luzzzzzzzzzzzz

Terça, 06 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

OS EMPODERADOS

Durante a campanha política, nos embates facebookianos, li várias vezes por parte dos petistas, que o problema nem sempre era o próprio Bolsonaro, e sim seus seguidores, que empoderados pelo “discurso de ódio” iam sair matando, perseguindo, promovendo barbárie em nome dele.

Fiquei prestando atenção, verdadeiras multidões recebiam o candidato, muito superiores as da esquerda, não acontecia nada, tudo na ordem, não se quebrava nada, não atacavam ninguém, tudo terminava na paz.

O tempo passou e o candidato levou uma facada bem no meio dos seus, que para meu espanto, não mataram o cara. Apesar da violência contra o 17, não soube de nenhuma revolta nacional de insatisfação com bagunça generalizada, ataque aos petistas ou caça as bruxas.

Se alguém se sentir empoderado a matar mulheres, negros e homossexuais -agora que o candidato ganhou, ele mesmo propôs que a pena seja dobrada, incrivelmente uma proposta nunca antes na história do petismo, proposta.

Durante os últimos governos petistas, todo tipo de perseguição, morte, violência, contra todas as raças, minorias, ocorreram em números crescentes, ficando a pergunta, foram empoderados pela submissão do petismo aos criminosos, aos estupradores, aos machistas e homofóbicos?

Parece que sim. Nos governos petistas houve empoderamento destes tipos, que protegidos por milhares de declarações os tornando coitados, vítimas do sistema, da tal elite branca, foram sentindo o clima de boa vizinhança, de acatamento de suas transgressões, com instalação de audiências de custódia, dispensa para festas comemorativas e feriados, assistência dos direitos humanos, entidades internacionais, muitas vezes tendo advogados a disposição, minutos após os delitos, num clima de camaradagem e respeito mútuo, tornando os ataques de todo tipo coisas triviais, uma vez que o governo, não demonstrava pulso forte para dizer não ao crescente banditismo contra tudo e contra todos.

O PT com sua política então empoderou criminosos que passaram a explodir agencias bancárias, matar, roubar, estuprar, espancar mulheres, até sorrindo quando eram presos.

Caso Bolsonaro no poder empodere pequenos grupos neonazistas, a sociedade e ele mesmo vão reagir, ficando a dúvida no ar se os petistas vão comemorar esses eventos ou sinceramente combater.

Caso decidam combater, leis duras precisam aprovar.

Que situação, rapaz... 

Domingo, 04 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - O empreendedorismo vivinho da Silva

Escritos de Ponta Negra 
- o empreendedorismo vivinho da Silva -

Se na sexta os vivos foram reverenciar os mortos, no sábado e no domingo, se pelando de medo de tomarem mesmo destino, reduziram as roupas e se debandaram para as praias.
Conscientes que é preciso aproveitar o máximo enquanto estão ativos no mundo material, saíram das casas, apartamentos,  pousadas, hotéis e hospedarias, lotando restaurantes, shoppings, bares e praias, num frenesi elétrico de gordos, magros, ricos, pobres, héteros, transviados, enviesados, coxinhas, petralhas, palmeirenses, abecedistas, do Mengão, católicos, hares, macumbeiros, cachaceiros, boêmios,  santos e malandros, todos aproveitando e alguns torrando grana ou o corpo ao sol, no mais democrático e brasileiro movimento de massas, o dito feriadão prolongado, amado e aproveitado. 
Como meu cemitério é minha mente, já na sexta fui orar aos pais partidos na integridade do meu templo maior, o Morro do Careca, repetindo a reza no sábado e, hoje, domingão, finalizando feliz três dias de gozo e bons pensamentos. 
E curtindo a praia observo a intensa atividade dos pequenos empreendedores,  vivíssimos, falando, ofertando, vendendo,  esperançando, disponibilizando picolés, quartos, passeios, rangos, líquidos, serviços, num vai-e-vem maravilhoso de trocas, me lembrando das feiras na antiguidade, dos mercadores persas, tecelões romenos e vaqueiros indianos, mostrando que a vida move a matéria prima entre as almas, em escambos e transações, que nos tornam vivos e ativos no grande palco planetário. 
Se tem alguma coisa que torço acontecer nestas mudanças mundiais, que ocorrem sistematicamente em todas as regiões, é o empoderamento do cidadão através do trabalho. 
Quero menos Estado, mais protagonismo individual e coletivo. 
No finados os mortos foram homenageados, no resto dos dias, celebramos a livre iniciativa e vivemos um tempo em que assumimos as rédeas e fizemos a revolução. Continuemos. 
Que situação...

Flávio Rezende aos quatro dias, mês onze, ano dois mil e dezoito.  11h59.

 

Sexta, 02 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Amor eterno

Hoje é finados, mas no meu coração,  não tem fim de nada.
Não vejo mais papai com meus olhos,  mas ele é visto pelo coração. 
Não envolvo mais mamãe com meus braços,  mas a tenho inteira e com emoção.
Os que não estão mais de um jeito, de toda forma ainda enternecem. 
Quando o amor está presente, a vida, permanece.
Luzzzzz

Flávio Rezende

Segunda, 29 de Outubro Meus escritos por Flávio Rezende

Eu estendo as mãos

EU ESTENDO AS MÃOS
 
O processo eleitoral finda e já faz um bom tempo - na verdade desde o mensalão, que estamos em querelas políticas, com fraturas constantes nas amizades, relações, afetando ambiente de trabalho, mídias sociais e, todos os lugares que frequentamos e convivemos.
Pessoalmente, desde que percebi o meu antigo amor, o PT, enredado na mesma corrupção dos que tanto condenamos, um sentimento de traição me dominou, levando meu ser a passar a ter um ativismo político, que andava adormecido, uma vez que pensava estarem às coisas caminhando como deveriam.
Um dos pecados do meu antigo partido foi o de não aceitar a crítica dos chateados e, nem a oposição dos demais, passando a esculhambar de maneira violenta e chamar a tudo e a todos de uma ruma de coisas terríveis, sabendo que cada um de nós, simples opinadores das coisas da vida, que não somos isso - mesmo que alguns sim o são, mas a generalização irritou, levando muitos de nós, simples mortais, almas ainda em evolução, a revidar também, passando a chamar os ainda petistas de petralhas e outros babados mais.
Por todos os chamamentos e generalizações, peço aqui publicamente perdão, estendendo minhas mãos, para que juntos possamos avançar e apoiar o novo Brasil que emerge das urnas.
Não sou bolsonarista. Fui comunista, emedebista, petista, verdista, marinista e hoje flerto com os novistas do Partido Novo, votando em Bolsonaro por ter sido a única opção anti PT, que na minha avaliação precisava ser afastado do ambiente político no que diz respeito à gestão. Deixa o PT na oposição.
A partir de agora estarei atento, crítico no que for preciso e, aos amigos que perdi, aos que me excluíram, ridicularizaram, me chamaram de fascista, meu perdão, pedindo em troca o de vocês.
Como disse inúmeras vezes, não estou na folha de pagamento de ninguém, não sou filiado a nada, sou livre, tenho opinião e, reconheço que em alguns momentos fui indelicado, mandei para aquele canto, excluí, disse grosserias, por tudo isso peço desculpas e estou pronto para o abraço amigo e o encontro fraterno.
Vamos em frente, Brasil acima de tudo.
Luzzz

Domingo, 28 de Outubro Meus escritos por Flávio Rezende

Tam Tam Tam

Tam Tam Tam...

A música de Airton Senna ficou imantada no consciente coletivo nacional numa representação perfeita entre o que chega e o que ganha.
No autódromo brasileiro hoje,  apenas dois pilotos podem ouvir o Tam Tam Tam e abrir a champanhe da vitória.
Um tem o macacão vermelho, número 13, segundo o WhatsApp representa um apoiador residente em Curitiba e tem bom trânsito nas universidades, presídios, indústria cultural e movimentos sociais.
O outro piloto tem macacão verde e amarelo, corre com o número 17, segundo a Folha é  patrocinado por seus filhos, correndo bem na faixa dos agropecuaristas, religiosos, alcançando velocidade máxima entre os antipetistas.
As duas torcidas a postos gritam: petralhas, golpistas, ladrões, fascistas,  enquanto a rede Globo fica aturdida.  Se filma um lado, o outro acusa de tendenciosa, quando vira para o reclamante, a acusação igualmente muda.
A corrida está terminando. Na véspera universitários decidiram estudar mais firmemente sobre fascismo nas universidades, mesmo que em atividades extracurriculares. Os religiosos decidiram no lugar das rezas e preces do sábado, chamar um certo alguém de capeta.
Apesar de cada um de nós, os dois chegaram, um esfaqueado, ainda cambaleante, o outro posteado, meio que vacilante.
Se Chacrinha estivesse vivo,  mesmo um caco, estaria na narração, dizendo: a corrida só  termina, quando acaba.
Por volta das 17h a torcida cala. As 21h alguém fala: ganhei.
Tam Tam Tam.
Será educado e bom para o campeonato, que as torcidas voltem para seus afazeres na paz da democracia.
A vida continuará e desejamos todos, que o Brasil prospere e suas desigualdades melhorem.
Um excelente domingo e que sejamos todos felizes e bem aventurados.
Luzzzzzz

Flávio Rezende às 8h17m.
Ponta Negra.

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