o espaço das minhas coisas

Sábado, 18 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - sentidos são pontes para o Absoluto -

A melhor oração é a gratidão e ela já pode ser acionada logo ao despertar, quando os olhos em abertura plena, percebem os raios do sol inundando de luz o pequeno quarto, e a língua em êxtase, sente o frescor do H20 dando acesso aos medicamentos curativos, fazendo a festa com o café fumegado e a proteína do queijo casando com o trigo do pão, num esfuziante desjejum de luzes e sabores, dignos de prazeroso deleite e renovado agradecimento. 
A oração tem sequência na orla, com o corpo em movimento celebrando sons devidamente compartilhados no planet por Tina Turner, Belchior, Black Sabbath, Lennon, Joplin, além da pele em regozijo, plena em imersão aquática, feliz, contente e satisfeita em estar 100% dentro do oceano Atlântico, numa situação agradável e favorável de indescritível prazer. 
Se os olhos percebem a beleza do planeta azul em cores variadas, e o paladar mergulha em sensações gastronômicas incríveis, que posso dizer do olfato ao se inebriar com borrifação da inseparável 4711, colônia que me acompanha há décadas, reinando sozinha e absoluta nas pias e nécessaires?
É dia então de enaltecer os sentidos, pegar mais nas coisas sentindo a energia boa, cheirar, comer, ouvir e olhar carinhosa e atentamente tudo. 
Os mestres iluminados alertam para que possamos ir acima do prazer dos sentidos, revelando que além deles existe algo mais profundo. Deduzo então que eles são pontes para o divino. 
Utilizando cada um corretamente é factível pensar que podemos acessar algo maior.
Então feliz e agradecido, torno cada um pontes para o desconhecido. 
Luzzzzzzz.

Flávio Rezende aos dezoito dias, quinto mês, ano dois mil e dezenove. 11h. Praia de Ponta Negra.

Sábado, 18 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - sentidos são pontes para o Absoluto -

A melhor oração é a gratidão e ela já pode ser acionada logo ao despertar, quando os olhos em abertura plena, percebem os raios do sol inundando de luz o pequeno quarto, e a língua em êxtase, sente o frescor do H20 dando acesso aos medicamentos curativos, fazendo a festa com o café fumegado e a proteína do queijo casando com o trigo do pão, num esfuziante desjejum de luzes e sabores, dignos de prazeroso deleite e renovado agradecimento. 
A oração tem sequência na orla, com o corpo em movimento celebrando sons devidamente compartilhados no planet por Tina Turner, Belchior, Black Sabbath, Lennon, Joplin, além da pele em regozijo, plena em imersão aquática, feliz, contente e satisfeita em estar 100% dentro do oceano Atlântico, numa situação agradável e favorável de indescritível prazer. 
Se os olhos percebem a beleza do planeta azul em cores variadas, e o paladar mergulha em sensações gastronômicas incríveis, que posso dizer do olfato ao se inebriar com borrifação da inseparável 4711, colônia que me acompanha há décadas, reinando sozinha e absoluta nas pias e nécessaires?
É dia então de enaltecer os sentidos, pegar mais nas coisas sentindo a energia boa, cheirar, comer, ouvir e olhar carinhosa e atentamente tudo. 
Os mestres iluminados alertam para que possamos ir acima do prazer dos sentidos, revelando que além deles existe algo mais profundo. Deduzo então que eles são pontes para o divino. 
Utilizando cada um corretamente é factível pensar que podemos acessar algo maior.
Então feliz e agradecido, torno cada um pontes para o desconhecido. 
Luzzzzzzz.

Flávio Rezende aos dezoito dias, quinto mês, ano dois mil e dezenove. 11h. Praia de Ponta Negra.

Sábado, 11 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - mãe atemporal

Acordo cheio de boas energias, fumego café e parto para um rápido mergulho em Ponta Negra. 
Depois de praticar um pouco de egoísmo pedindo as forças superiores um olhar carinhoso para minhas apostas da Mega Sena Hiper Empoderada de Maio, olho o belo Morro do Careca e lembro de mamãe que já habita espaços espirituais além da matéria limitadora. 
Cercado de abundante água marinha, visto reminiscências e mergulho na memória amniótica da minha doce mãe, refletindo sobre as várias maneiras que temos dela olhar.
Quando crianças eis um amor intenso, fruto da necessidade de constante proteção, numa espécie de gratidão natural. 
Depois a juventude agrega certas independências e a mãe divide nosso coração com a mente, que chega a criticar o excesso de atenção e pede mais liberdade.
A meia idade mistura as duas coisas, alternando gratidão com chateação, até que a fase adulta - que normalmente já agrega filhos, resgata o amor primordial, elevando os sensíveis e do bem a sublimar as mães, uma vez que passam a conviver também com as mães dos filhos, vivenciando suas agruras, lutas e renúncias, tornando a visão da mãe beatífica e entronizando a genitora como Nossa Senhora do Amor Genuíno. 
Hoje vivo esse momento de testemunhar o profundo amor de Deinha por Mel, e da mãe de Gabriel por ele, olhando para toda a trajetória junto a mamãe como positiva, amorosa e saudosa. 
Mamãe nasceu dia 12 de julho. Eu dia 15. Me chamava de doce de coco. Eu retribuia com "minha doce mel".
Nos amamos, sorrimos, papeamos, tivemos gostosa relação. 
Pude lhe dedicar muitos escritos, estar presente, cuidar, sempre telefonar, visitar, sobretudo amar.
Estou cercado de mães e com elas vejo a beleza do mundo e a verdadeira essência do Amor.
Luzzzzzz para todas.

Flávio Rezende aos onze dias, mês cinco,  ano dois mil e dezenove. 10h04.

Sexta, 10 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

AMOR PELA UFRN

Acordo neste dia 10 de maio feliz depois de um belo sonho, onde estava desfrutando da companhia maravilhosa de devotos de Krishna, num sankirtan, partindo para fumegar café e ir trabalhar, cheio de amor no coração e esperança no futuro.

Este é um dia simbólico para trabalhar, pois encaminhei junto à secretaria do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN, solicitação de aposentadoria, uma vez que preencho os requisitos da atual legislação, chegando proximamente a completar 40 anos de atividades laborais, sendo 37 na UFRN e demais como autônomo e na Associação Brasileira de Odontologia do RN, sem contar a fase de vendedor de salada de frutas nas praias de Natal e de pirâmides nos eventos astrais e culturais da cidade, além de livros e outras miçangas mais.

O objetivo deste escrito é declarar meu mais sincero e puro amor pela UFRN, lugar aprazível, cheio de pessoas maravilhosas, canto e recanto de sonhos e formação de profissionais, agradecendo todos os dias por ter me habilitado a participar do concurso em 81, sendo chamado em 82, como mais novo “datilógrafo” da UFRN.

Comecei minha trajetória pela instituição no Centro de Ciências da Saúde, tendo como chefes os doutores Daladier Cunha Lima e Jessé Cavalcanti (in memoriam). Como cursava Comunicação Social solicitei transferência para a Televisão Universitária, ainda na rua Princesa Isabel, exercendo lá várias funções, notadamente de repórter, pedindo em seguida para coordenar Laboratório de Impressos, junto ao professor Albimar Furtado, isso já no Campus Central.

Na sequência migrei para nível superior na reforma administrativa de José Sarney e fui bater na Hemeroteca do curso junto a Sônia Hermínio, quando Rogério Cadengue me convidou para o Departamento de Comunicação e, depois, professora Zeneide Alves para assumir assessoria de imprensa do CCHLA, onde estou até hoje.

Trabalhar na UFRN é o que existe de melhor na vida de uma pessoa, na medida em que chegamos para a labuta vendo lindos jardins, paisagens exuberantes, pessoas circulando com suas cores, cabelos criativos, camisas com estampas de seus ídolos e gurus, uns mais interessados só nos estudos, outros querendo intensa agenda política, numa salada interessante que torna o local cheio de generosa vitalidade.

Nunca tive nenhum tipo de problema na UFRN, gostando de todos os meus chefes, lembrando além dos já citados de Jânio Vidal e Carlos Lyra na TV-U, Márcio Valença, Ângela Paiva Cruz, Maria do Livramento Miranda Clementino, Herculano Campos e os atuais Maria das Graças Soares Rodrigues e Sebastião Faustino, entre outros.

Sempre me dei bem com companheiros técnico-administrativos, jornalistas, professores, alunos, tanto no mestrado, quanto em todos os setores, tendo só divergências políticas nos últimos anos, creditando este aspecto a vida privada, uma vez que temos direito a opinião e devemos exercer nossa cidadania sob pena de pecarmos pela omissão. Se por causa desse aspecto e de algumas críticas a situações pontuais da instituição, alguém se chateou e da minha pessoa se apartou, paciência, de minha parte respeito às diferenças e amo a diversidade de maneira verdadeira.

Hoje, no entanto, como falei, é um dia especial, um ciclo se fecha. Ainda estarei aqui por uns dias até que o processo finalize e a solicitação seja publicada. Estou feliz por tantos anos e ansioso quanto ao futuro.

Amo a vida, as pessoas, animais, natureza, essa pluralidade, esse festival de cores, essa maneira tão interessante em que estamos neste planeta, cercados de diferenças, no entanto buscando pontes, alegrias, utilidades, inserindo nosso modus vivendi, no todo, para que possamos também contribuir da maneira que somos e existimos.

Trabalhar sempre foi uma faceta da vida em que me identifiquei muito, já fiz diferentes coisas, vendi, produzi textos, falei, narrei, relatei, fundei uma obra social, escrevi livros, construí e, agora, estou tirando onda de fotógrafo.

Até o fim estarei na ativa, mesmo que dedicando meu tempo mais a família e as viagens que sempre amei, mas estando vivo na materialidade terráquea, espero estar produzindo, seguindo, vivendo, celebrando.

Grato UFRN por ter sido sempre um excelente local de trabalho. Amo muito tudo isso.

Luzzzzzzzzzzzzzzzzz

 

Flávio Rezende aos dez dias, mês cinco, ano dois mil e dezenove. Campus da UFRN. 7h51.

Sexta, 26 de Abril Meus escritos por Flávio Rezende

Entusiasmo com a fotografia

Em dezembro estive com minha família em Orlando, onde adquiri uma Canon EOS Rebel, equipamento fotográfico semiprofissional. 
Sempre amei fotografia, mas nunca comprei uma máquina boa, ficando com o celular apenas tirando onda.
Com a Canon, sem nenhum conhecimento técnico, colocando no automático, sai fotografando e postando aqui no Face, Instragram e no Flickr.
Para minha alegria muitos amigos elogiaram e até alguns fotógrafos reconhecidos localmente, nacional e internacionalmente como Canindé Soares Natal, Marcelo Buaianain, Elias Medeiros, Fred Filho, disseram que tenho um excelente olhar.
Animado prossegui. A Biblioteca Central Zila Mamede/UFRN promoveu um concurso de fotos e vai apresentar resultado estes dias, já expondo, no entanto, algumas fotos participantes.
Como disse estou apenas começando, há meses nisso, mas tive minha primeira emoção ao ver a foto na exposição.
Penso em realizar exposições despretenciosas, já estando vendo uma com o meu grande inspiradorCanindé Soares Natal.
É isso, entusiasmo não falta, verei a carência da técnica e o domínio das funcionalidades do equipamento com o tempo.
Tendo esse olhar que dizem que tenho, afirmam que já é mais de 50%. Estou feliz.

Sexta, 19 de Abril Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - na seara do Mestre Jesus

Acordo cedíssimo, fumego café, ouço uma procissão entoando cânticos cristãos passando na porta e mentalizo caminhada pelos cantos e recantos de Ponta Negra.
A Via Crucis de Jesus não me ocorreu no sentido do sofrimento físico, mas certamente Jesus também percorreu o caminho do Pretório ao Calvário pensando. 
E neste sentido tive minha Via Crucis pois ouvi de uma querida amiga - ao pé do Morro do Careca, algumas críticas as pessoas que se exibem no Instagram, afirmando que muita gente que orbita no universo daquela mídia, no fundo, tinha inveja de quem é de fato feliz, mascarando esse sentimento negativo com superexposição de trivialidades boçais. 
Andando no pós ouvir, pensei se ela também de alguma forma estava invejosa dos invejosos, num jogo difícil de compreender, de egos, posto que o mesmo se manifesta até na área da humildade. 
Andando mais um pouco pensei em abordar o assunto nos meus escritos e, logo, refleti: falando sobre não estarei eu igualmente manifestando ego, quando ao expor a situação, de alguma forma posso passar impressão de estar acima das duas situações?
Aí a minha Via Crucis pensamental elevou atenção ao Mestre Jesus, e refleti sobre quantas coisas escrevi que podia ter evitado, incomodando pessoas, muitas vezes provocativas, cheias de intenções de confronto? 
Segui adiante e lembrei dos grupos de zapzap e daqueles que ficam na moita, que só lêem e nada dizem, conseguindo manter com isso amizade geral e zero problemas. 
Então a reflexão na seara do Mestre foi no sentido de ser mais parcimonioso, me expor menos, falar pouco, ouvir mais. 
Decidi parar para comer. Sentei, olhei o Morro do Careca já mais afastado, e o Mestre sussurrou: não peque pela omissão. 
Olha a situação...

Feliz Páscoa para todos. Muita luzzzzzz

Flávio Rezende aos dezenove dias, quarto mês, ano dois mil e dezenove. 11h41. Praia de Ponta Negra. 

Segunda, 15 de Abril Meus escritos por Flávio Rezende

MISTÉRIOS EDUCACIONAIS

Algumas atividades que desenvolvo no campo social me colocam em contato com jovens de comunidades carentes. Os papos que rolam quando estamos juntos vão de futebol a efetividade do que disponibilizamos. Navegamos nas searas diversas, aproveitando de vez em quando, para perguntar algumas coisas básicas, na esperança de obter respostas corretas.

Infelizmente, não é o acontece na grande maioria das vezes. No meu tempo, por exemplo, ao chegar a certa série escolar, sabíamos as capitais do Brasil e várias do planeta, os principais rios, como a Terra está dividida em continentes, como também o que são lagos, montanhas e a tabuada de cabo a rabo.

Confesso que a decepção é enorme ao ver os jovens acabrunhados empreenderem fuga no olhar, trocando o sorriso do papo até então agradável, para a vergonha da resposta ausente.

Esse vazio de aprendizado, também encontro em jovens de classes economicamente melhores, mas em número bem menor, estando no ensino público a maior parte da problemática nacional.

Tempos atrás adotei socialmente dois jovens, possibilitando educação e outras coisas, percebendo nitidamente a evolução dos mesmos nesta área. Ao perguntar como era antes, falavam de greves constantes, matérias sem professores quase o ano todo, ausência de cobranças e certo alheamento dos pais com relação à educação.

Refletindo sobre a situação e vendo claramente a total ausência de conhecimento mínimo, numa ignorância quase total, estando àquele jovem numa espécie de jardim de infância do aprendizado, penso em como foi possível ele passar de ano, se não sabe responder as perguntas mais elementares possíveis?

Uma provável explicação é um sentimento quase generalizado entre os professores de que não é crível atravancar o avanço dos mesmos, como uma espécie de bondade coletiva, uma benesse pela situação difícil que a maioria passa em seu cotidiano.

É até bonito e louvável, se na verdade não promovesse justo o contrário, uma vez que o jovem passando ano após ano, sem na verdade adquirir conhecimento mínimo, certamente chegará aos estágios últimos do sistema educacional, imantado de amor pelos mestres humanitários, mas totalmente vazio de informações que possam inserir cada um no mercado de trabalho, em concursos e em outros setores da vida adulta.

Presumo então que a verdadeira revolução que precisamos ter em nosso amado Brasil reside nessa área, uma vez que empurrando esses jovens para frente, de qualquer forma, teremos professores com a consciência mais tranquila de não reprovar, mas jovens sem nenhum conhecimento, intranquilos por nada acessar.

Que situação, rapá...