o espaço das minhas coisas

Sexta, 13 de Setembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - Visitante é a glória

Estou em Vitória. Circulando e me relacionando de diversas formas tenho colhido simpatias, bom atendimento, sorrisos e excelentes interações. Aí hoje chamei um Uber em direção ao centro histórico. O senhor hiper bem vestido, muito articulado, culto, paulista, inteirado do planet, revelou que o capixaba tem DNA bruto, limitação social etc e tal. Fiquei pasmo, mas depois das fotos, sentei para um café e pensei. As relações das pessoas com turistas são sempre simpáticas, profissionais, amigáveis. Já as cotidianas entre seres da cidade, tem dinâmica diferente. Para o turista os ensinamentos pregam o sorriso aberto, a mão firme, a informação educada. De fato a régua que tenta medir a cidade não pode ter a centímetragem do forasteiro. Sendo assim estou por cá colhendo, como em alhures, esse carinhoso olhar, esse diferenciado comportamento e, curtindo, usufruindo, desfrutando. Onde chego sou muito bem recebido, no Brasil e no exterior. Confesso ser brincalhão, bem humorado, generoso nas gorjetas, simpático no olhar e bom de papo em todo lugar. Na Índia, dizem que toda ação, corresponde a uma reação. Creio que faz sentido. Em várias situações, até com opositores políticos, um abraço desarma, um sorriso agrega, chamar de alma boa une. Mesmo tendo posições diferenciadas de outros seres em muitas áreas - pois somos plurais, naturalmente, busco a interseção, o ponto de equilíbrio, a compreensão. Que situação, rapaz... Flávio Rezende aos treze dias, nove meses, dois mil e dezenove anos. Vitória do Espírito Santo. 17h49. Praia do Camburi. 

Domingo, 08 de Setembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - ações apaixonadas

 Este fim de semana peguei a estrada na companhia dos amigos Jailson Fernandes e Canindé Soares, percorrendo juntos várias praias litorâneas, extraindo de rios, dunas, paisagens, seres e construções, imagens através de lentes, num material pessoal de cada um, imantado de apaixonada entrega ao prazer de clicar, e amoroso desejo de compartilhar o belo ou o denunciável ao planeta que habitamos e brechamos obstinadamente a cada dia de nossas existências. Num certo momento vi um vídeo sobre pessoas que influenciam outras e pensando sobre o assunto comecei a lembrar de depoimentos que ouvi sobre meu trabalho social. Alguns manifestaram confissão de terem enveredado nesta seara após reportagens ou ao vivo em que aparecia. Igualmente tive a grata sensação de ouvir coisas sobre passar a gostar de ler e até escrever, depois de palestras que fiz e livros que lancei. Recentemente ando enlouquecido por fotografia e já leio pessoas nas mídias sociais querendo comprar máquina, outros dizendo que reavivei nelas o prazer de fotografar, tendo até quem diz estar começando a gostar do babado. Refletindo sobre isso percebo na paixão avassaladora, sincera, no amor verdadeiro, na pureza da entrega e na vibe poderosa que está contida na ação desinteressada, no ato puro, no fazer que emerge das entranhas, a força tsunâmica que inspira outros, que move montanhas na fé em algo ou em alguma atividade. Por isso quando cada um de nós estiver com firmeza de propósitos,. imerso num oceano de beautide produtiva, toque o barco, siga, quem inspira amigo é, torna a vida interessante, positiva, produtiva, necessária. Inspiremos uns aos outros e vivamos apaixonadamente e como irmãos. Que situação, rapaz... Flávio Rezende aos oito dias, nono mês, ano dois mil e dezenove. 12h50. BR 304. 

Quinta, 29 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

Fachy: Uma alma criativa from Venezuela

Quando adolescente circulava no grupo um cabra magro, simpático, bem apessoado e sempre sorridente.
Depois de estar entre nós voltou a sua pátria amada e lá ficou até o caldo político apimentar a vida de todos e alguns decidirem pegar o beco, como dizíamos antigamente. 
Sua vivência potiguar no passado e uma atração amorosa com Andrea Calheiros, trouxe o sorridente e agora preocupado Fachy para cá, na categoria de refugiado político do regime ditatorial lá instalado. 
Por aqui esteve em Ponta Negra, empreendeu na gastronomia, passou pela Pipa e agora se dedica as artes plásticas em Búzios. 
Inspirado pinta, visita templos católicos, interage com a natureza e coloca a venda suas obras.
São belas. Sobre Fachy e seus quadros falou o arquiteto José Fco. Araújo Garcia, "Artista ingênuo da Venezuela, atualmente trava sua batalha do desemprego para poder se manter em Natal, sua segunda casa e onde mora atualmente;  começou sua carreira artística enquanto fazia faculdade na UFRN nos anos 80, logrando seu primeiro reconhecimento em exposição coletiva na faculdade de Arquitetura e Urbanismo, embora tenha se dedicado a desenvolver sua carreira realizando diversos projetos arquitetônicos e mais de 22 anos à docencia universitária na Venezuela, de onde teve que sair deixando tudo para trás".
Contato com Fachy para aquisição das obras pelo Whatsapp 84 9.9139.0620

Terça, 27 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

Escritor e jornalista Flávio Rezende lança novo livro no Marinas Tibau do Sul

Autor de 27 livros, atuando em diversos setores da comunicação, filantropia e movimentos culturais, Flávio Rezende chega a Tibau do Sul este fim de semana para lançar sua última obra, Brechando o Planet, no hotel Marinas Tibau do Sul, sábado, dia 31, das 16 às 18h30.
O 27° livro do jornalista reúne suas crônicas que versam sobre assuntos diversos, sempre emolduradas por lirismo poético e sensível  profundidade literária.

O hotel estará aberto ao público para o lançamento e meu amigo, Edinho Simonetti, oferecerá uma caipirinha como welcome drink no Sunset Lounge Marinas.

Inf. sobre hospedagem pelo Wattsap 9.99724575

Domingo, 25 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - uma tia altiva e feliz

Acordo cheio de boas energias e ao fumegar o café decido encontrar o mago Canindé Soares no mercado da Redinha, para operar nova lente de longo alcance e ampliar papos positivos sobre o universo da fotografia. 
Uma vez instruído e devidamente satisfeito com sua magnânima e agradável presença, lanço olhar para a Ponte de Todos e passo a ter reminiscências relacionadas a existência da tia Altiva, a última da prole Câmara Leite, da linhagem da mama, que engatou cinto e partiu rumo ao éter espiritual em desencarne sete dias atrás, deixando na memória das cinzas espalhadas no Humaitá baiano e no Potengi Potiguar, uma série a lá Netflix de sorrisos fartos, alegrias constantes e posturas felizes.
De minha parte um mundo de memórias afloram nas cercanias da tia amada, tais como convivências na casa da esquina do Tirol, férias na do Alecrim, e festividades com mortalhas, acarajés  e sorvetes na velha Ribeira dos trios Tapajós e Marajós, em Salvador, para onde mudou, não esquecendo as macumbas da Penha e os pombos de Roma, além das escadarias do Bomfim e os banhos de mar na esquina da Penha. 
De todos os nove filhos da altiva e ativa Altiva e seu José, tenho maravilhosas relações, com Dudu sendo um permanente irmão, Nádia uma acolhedora anfitriã, Nadja uma encantadora presença em nossa família, Mamá uma querida, Sandrinha a alegria referencial da mãe, Zezinho a imagem da labuta constante, Tatá a revolução admirável, Naire o pilar e a caçula linda Deisinha, flor amável que fecha o lótus dos leites/câmaras/nobres altivos e lindamente luminosos. 
Amor grande pela trajetória da tia. Carinho empoderado por toda sua prole.
O mano Dinho em peculiar visão espiritual na velório da tia querida, revelou comitiva de todos na recepção redentora.
Só almas nobres merecem trombetas no céu e aplausos na Terra, nas despedidas fúnebres da passagem natural. 
Todos os avós e avôs lá. Todas os tios e tias paternos e maternos. 
Todos os filhos ainda por cá.  Tudo no seu devido lugar.
Sigamos os tendo como faróis, luminares.
Feliz das famílias que se despedem dos seus entes queridos com amor no coração.
Tudo foi dito em vida. Tudo aprendido. Lições compartilhadas.
Sou cada vez mais feliz com tantos bons exemplos e ensinamentos em casa.
Eita vida maravilhosa.
LUZZZ.

Flávio Rezende aos vinte e cinco dias, oitavo mês, ano dois mil e dezenove. 12h39.
Praia da Redinha. 

Domingo, 18 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - gratidão como ponte para a felicidade -

Acordo cedo e muito bem disposto. Fumego meu café misturado de pequenos sachês levados de hotéis americanos, como goiaba, abacaxi e queijo branco com geléia, partindo sem demora para eternizar a mesa de aniversário da nossa cadela Lola, que receberá convidadas de Mel logo mais, para vivas e velas de feliz vida canina.
Como o turno da manhã está em aberto, monto minha PCX e vou visitar primos que torcem pelo restabelecimento da saúde de uma tia, partindo depois para uma turnê de banho de mar, fotos e produção textual no Mercado da Redinha, local que me leva a introspecção na observação da Ponte de Todos, hoje conhecido point de the end para a vida de alguns. 
E foi pensando em uns que partiram, por decisão pessoal ou por motivos vários, que refleti sobre o quanto sou feliz.
Matutando nos motivos pelos quais isso ocorre, deixando de lado questões espirituais como leis de ação e reação e nascimento privilegiado, além de esforço próprio e disposição ao trabalho constante, identifico na gratidão permanente, a ponte da felicidade, uma vez que sempre agradecendo a existência por tudo, teço os fios da humildade reverente e torno viável a vestimenta que me protege das intempéries da vida negativa, promovendo assim a passagem tranquila e repleta de amor no coração e boas ações no existir. 
Agradecer tem sido minha oração cotidiana e reconhecer tudo que me é possível e caro, a bênção primordial da felicidade que tanto tento compartilhar. 
E lançando olhar para o alto da ponte, de onde se debruçam seres em desesperadas atitudes, envio sutilmente para cada ser vivente, a emanação que a gratidão reside em tudo, não só nos - que como eu, navegam num mar favorável, como existe no simples fato de estarmos tendo a oportunidade de vivo estar.
Se alguns passarem a ver a gratidão como ponte para o pulo correto das aflições diversas, o porvir não será o fim, e sim, um continuar, feliz, cheio de possibilidades, novidades, novos horizontes a vivenciar. 

Flávio Rezende aos dezoito dias, oitavo mês, ano dois mil e dezenove. 12h50. Praia da Redinha.

Terça, 13 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Pipa - um mundo de babados para escritar

Acordo cedíssimo para não perder um segundo do meu último dia, da milésima,  enésima vez, que jogo meu corpo no mundo e baixo por uns dias na Pipa. 
Aposentado e com agenda nunca antes na história de minha vida, 100% a ver, combinei com esposa aqui ficar depois do Dia dos Pais em Jampa, e parto para fotografar em banda de lata e escrever o que bem desejar.
De fotos só hoje, depois de 9.487 passos, já são 364, fora as de ontem e anteontem. 
Cheio de boas energias, imagens fartas e disposição de escrever idem, sento na Barraca da Beta e tento selecionar um turbilhão de inspirações.
Os argentinos estão em toda parte, jovens, deixaram sua pátria, não estudam, só surfam, trabalham e curtem as coisas da juventude, mesmo que muitas vezes puxando um baseado e namorando que ninguém é assexuado. 
Observando eles em todas, pensei em sugerir a criação de uma espécie de cooperativa para adquirir bens e evoluir no empreendedorismo. Solitários ficam carentes, juntos podem progredir. 
Depois passei a pensar em outras coisas a abordar, mas os vendedores não deixam. Oferecem insistentemente tudo que for possível e, quando não conseguem, puxam papo, falam da família, do time e no portunhol hilário da ocasião, dão conselhos, desejam saúde e pedem que fiquemos com Deus.
Difícil escrever diante de ostras, tapiocas, cocadas, redes, massagens, sanduíches naturais cheios de carnes e molhos, tatuagens de henna, passeios de lancha, miçangas, picolés e até massagens nos pés. 
Eis a vida, cheia de possibilidades, fotos diversas, textos vários, serviços múltiplos, seres buscando viver, estar, sobreviver e existir.
Reclamar de que? Estive nos EUA, tudo nos conformes, coisas delimitadas, reguladas. Ótimo? Claro, mas termina enjoando e ao chegar na feira do Brasil, na pluralidade dos apelos, nas normas aviltadas, nas leis relegadas, também percebo beleza, vida, necessidade informal de se manter ativo. 
A vida é isso, em cada canto um encanto, uma forma de acontecer e, estando por aí, com a mente aberta, coração compreensivo e disposto a imprimir essas pequenas observações cotidianas, permanecerei como uma testemunha fotografando, escrevendo, participando, vivenciando, sendo parte das partes deste TODO planetário .
Luzzzzz.

Flávio Rezende aos treze dias, oitavo mês, ano dois mil e dezenove, 11h59. Praia da Pipa/RN/Brasil.