o espaço das minhas coisas

Domingo, 29 de Setembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - orla da felicidade e da escolha pelo belo

 Mais uma vez acordo com os mesmos sentimentos interiores de felicidade e desejo ardente de jogar o corpo no mundo, de vivenciar sensações agradáveis, compartilhar bom humor, agregar energia positiva a meu caminhar e proporcionar um pouco de alegria com quem cruzar.

Depois de curtir/gostar/agradecer pelo que comer, chego na orla de Ponta Negra disposto a relevar o feio e ressaltar o belo, fazer vista grossa para o errado e focar lente no positivo, sabendo que outros podem trazer à vista o que relevei, ficando feliz, com o que mostrei.

Mergulhado neste êxtase de ser profundo na luz que embeleza a flor, na prestação de serviço com imagens a quem não dispõe de equipamento bom, compartilho meu tempo tirando fotos dos ambulantes e mandando para seus zaps, formando uma egrégora hiper astral de alegria conjunta, além de encontrar amigo(a)s, e também com eles permutar carinhosas considerações e, pedir espaço para mandar um retrato - deles em família, ampliando felicitação e gerando tsunâmica interação, em copulação agradável e socialmente perfeita.

Eis o nirvana budista, a comunhão cristã, o samsara hindu, estes momentos em que celebramos tudo que nos cerca, e cheio de amor neles, arranjamos um jeito de ser útil, e no falar agregar valor, somando com todos os envolvidos, a totalidade carismática e divina de tornar a existência cheia de bons sentidos e de maravilhosos deleites. Agradecer, servir, ter um olhar carinhoso, um agir bondoso, e também exercer a crítica, estar atento aos espertos, atuar contra malígnos, eis muitas coisas possíveis e factíveis para cada um de nós.

A natureza é comum a todos os mundos, estando dentro e estando fora, precisa de pontes, compreensões. Uma vez percebida, é puro ouro, ferro, flor, planta, é Maria, é João, energia, é união. Que situação, rapaz...

Flávio Rezende aos vinte e nove dias, nono mês, ano dois mil e dezenove. 11h59. Praia de Ponta Negra. Mais no www.blogflaviorezende.com.br 

Domingo, 22 de Setembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - a mente macaca venerando o caos

Acordo cedo e disposto, fumego café no fogão herdado, promovo a união gastronômica da torrada tradicional com o pretinho da São Braz, partindo na motoca devidamente equipado com a Canon EOS Rebel e suas lentes maravilhosas, para ver/rever/curtir/fotografar Ponta Negra pela milésima vez. Apontando a sigma 50-500 para ali e alhures, buscando ângulos, detalhes e visões panorâmicas neste turbilhão de possibilidades, relembro a limpeza, lindeza e funcionalidade de algumas orlas que visitei recentemente nessas viagens e expedições pós aposentadoria, reveladoras de espaços públicos bem demarcados, funcionalidades obedecidas e usufruto coletivo sadio e ecológico, posto que a ordem rende vivências positivas e todos ganham com regras bem elaboradas, áreas definidas e higiene a vista. Apesar de lamentar não ser Ponta Negra assim, relembro da cultura hindu, que em sua avaliação psicológica da existência, traduz nossa mente como macaca, ao pular de galho em galho, buscando prazeres desenfreadamente, reclamando do que vira rotina, ansiando por novidades e, logo, querendo novamente o que já experimentou, num jogo interminável de ações e reações que tornam o ser eternamente insatisfeito e continuadamente peregrino. É por ser assim que o sapiens viaja muito, come demais, troca de parceiro(a)s, quando está quente quer o frio e vice-versa, apostando na exterioridade das sensações corpóreas e fugindo desesperadamente dos mergulhos interiores, que segundo o hindu, é a âncora para a felicidade duradoura e o remédio para a mente macaca. E em sendo imperfeito como sou, evoluído só filosoficamente, preso as amarras de maya e escravo da mente macaca, me pego saudoso do caos desta aprazível praia, louco para rever seus ambulantes sem higiene, sua sujeira, falta de regras, sua absoluta e caótica forma de ser, uma mistura de carentes buscadores do pão de cada dia, fiscais caolhos, policiais viciados em smartphone, turistas da CVC, prostitutas, viciados, surfistas, nadadores, famílias, atletas, empreendedores oficiais, tarados, músicos, marombados, todos os tipos, indo e vindo, numa calçada curta, de cor desbotada, enquanto o sol, o céu, o mar e a paisagem, impolutos, incorruptíveis, divinos e maravilhosos, democraticamente se amostram para todos, sem querer saber de raça, crença ou definição futebolística. Eita vida linda, aqui ou em qualquer lugar, iluminado ou ainda neófito, conhecedor real da vida ou um mero desfrutador, eis a existência pulsando, sendo como ela é, existindo... Viver, fotografar, mergulhar, escrever, estar com a família, volorar a natureza, a diversidade, espalhar boas energias no ar. Amar sempre e cada vez mais. LuZzzz.

Flávio Rezende aos vinte e dois dias, mês nove, ano dois mil e dezenove. 11h49. 

Sexta, 13 de Setembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - Visitante é a glória

Estou em Vitória. Circulando e me relacionando de diversas formas tenho colhido simpatias, bom atendimento, sorrisos e excelentes interações. Aí hoje chamei um Uber em direção ao centro histórico. O senhor hiper bem vestido, muito articulado, culto, paulista, inteirado do planet, revelou que o capixaba tem DNA bruto, limitação social etc e tal. Fiquei pasmo, mas depois das fotos, sentei para um café e pensei. As relações das pessoas com turistas são sempre simpáticas, profissionais, amigáveis. Já as cotidianas entre seres da cidade, tem dinâmica diferente. Para o turista os ensinamentos pregam o sorriso aberto, a mão firme, a informação educada. De fato a régua que tenta medir a cidade não pode ter a centímetragem do forasteiro. Sendo assim estou por cá colhendo, como em alhures, esse carinhoso olhar, esse diferenciado comportamento e, curtindo, usufruindo, desfrutando. Onde chego sou muito bem recebido, no Brasil e no exterior. Confesso ser brincalhão, bem humorado, generoso nas gorjetas, simpático no olhar e bom de papo em todo lugar. Na Índia, dizem que toda ação, corresponde a uma reação. Creio que faz sentido. Em várias situações, até com opositores políticos, um abraço desarma, um sorriso agrega, chamar de alma boa une. Mesmo tendo posições diferenciadas de outros seres em muitas áreas - pois somos plurais, naturalmente, busco a interseção, o ponto de equilíbrio, a compreensão. Que situação, rapaz... Flávio Rezende aos treze dias, nove meses, dois mil e dezenove anos. Vitória do Espírito Santo. 17h49. Praia do Camburi. 

Domingo, 08 de Setembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - ações apaixonadas

 Este fim de semana peguei a estrada na companhia dos amigos Jailson Fernandes e Canindé Soares, percorrendo juntos várias praias litorâneas, extraindo de rios, dunas, paisagens, seres e construções, imagens através de lentes, num material pessoal de cada um, imantado de apaixonada entrega ao prazer de clicar, e amoroso desejo de compartilhar o belo ou o denunciável ao planeta que habitamos e brechamos obstinadamente a cada dia de nossas existências. Num certo momento vi um vídeo sobre pessoas que influenciam outras e pensando sobre o assunto comecei a lembrar de depoimentos que ouvi sobre meu trabalho social. Alguns manifestaram confissão de terem enveredado nesta seara após reportagens ou ao vivo em que aparecia. Igualmente tive a grata sensação de ouvir coisas sobre passar a gostar de ler e até escrever, depois de palestras que fiz e livros que lancei. Recentemente ando enlouquecido por fotografia e já leio pessoas nas mídias sociais querendo comprar máquina, outros dizendo que reavivei nelas o prazer de fotografar, tendo até quem diz estar começando a gostar do babado. Refletindo sobre isso percebo na paixão avassaladora, sincera, no amor verdadeiro, na pureza da entrega e na vibe poderosa que está contida na ação desinteressada, no ato puro, no fazer que emerge das entranhas, a força tsunâmica que inspira outros, que move montanhas na fé em algo ou em alguma atividade. Por isso quando cada um de nós estiver com firmeza de propósitos,. imerso num oceano de beautide produtiva, toque o barco, siga, quem inspira amigo é, torna a vida interessante, positiva, produtiva, necessária. Inspiremos uns aos outros e vivamos apaixonadamente e como irmãos. Que situação, rapaz... Flávio Rezende aos oito dias, nono mês, ano dois mil e dezenove. 12h50. BR 304. 

Quinta, 29 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

Fachy: Uma alma criativa from Venezuela

Quando adolescente circulava no grupo um cabra magro, simpático, bem apessoado e sempre sorridente.
Depois de estar entre nós voltou a sua pátria amada e lá ficou até o caldo político apimentar a vida de todos e alguns decidirem pegar o beco, como dizíamos antigamente. 
Sua vivência potiguar no passado e uma atração amorosa com Andrea Calheiros, trouxe o sorridente e agora preocupado Fachy para cá, na categoria de refugiado político do regime ditatorial lá instalado. 
Por aqui esteve em Ponta Negra, empreendeu na gastronomia, passou pela Pipa e agora se dedica as artes plásticas em Búzios. 
Inspirado pinta, visita templos católicos, interage com a natureza e coloca a venda suas obras.
São belas. Sobre Fachy e seus quadros falou o arquiteto José Fco. Araújo Garcia, "Artista ingênuo da Venezuela, atualmente trava sua batalha do desemprego para poder se manter em Natal, sua segunda casa e onde mora atualmente;  começou sua carreira artística enquanto fazia faculdade na UFRN nos anos 80, logrando seu primeiro reconhecimento em exposição coletiva na faculdade de Arquitetura e Urbanismo, embora tenha se dedicado a desenvolver sua carreira realizando diversos projetos arquitetônicos e mais de 22 anos à docencia universitária na Venezuela, de onde teve que sair deixando tudo para trás".
Contato com Fachy para aquisição das obras pelo Whatsapp 84 9.9139.0620

Terça, 27 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

Escritor e jornalista Flávio Rezende lança novo livro no Marinas Tibau do Sul

Autor de 27 livros, atuando em diversos setores da comunicação, filantropia e movimentos culturais, Flávio Rezende chega a Tibau do Sul este fim de semana para lançar sua última obra, Brechando o Planet, no hotel Marinas Tibau do Sul, sábado, dia 31, das 16 às 18h30.
O 27° livro do jornalista reúne suas crônicas que versam sobre assuntos diversos, sempre emolduradas por lirismo poético e sensível  profundidade literária.

O hotel estará aberto ao público para o lançamento e meu amigo, Edinho Simonetti, oferecerá uma caipirinha como welcome drink no Sunset Lounge Marinas.

Inf. sobre hospedagem pelo Wattsap 9.99724575

Domingo, 25 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - uma tia altiva e feliz

Acordo cheio de boas energias e ao fumegar o café decido encontrar o mago Canindé Soares no mercado da Redinha, para operar nova lente de longo alcance e ampliar papos positivos sobre o universo da fotografia. 
Uma vez instruído e devidamente satisfeito com sua magnânima e agradável presença, lanço olhar para a Ponte de Todos e passo a ter reminiscências relacionadas a existência da tia Altiva, a última da prole Câmara Leite, da linhagem da mama, que engatou cinto e partiu rumo ao éter espiritual em desencarne sete dias atrás, deixando na memória das cinzas espalhadas no Humaitá baiano e no Potengi Potiguar, uma série a lá Netflix de sorrisos fartos, alegrias constantes e posturas felizes.
De minha parte um mundo de memórias afloram nas cercanias da tia amada, tais como convivências na casa da esquina do Tirol, férias na do Alecrim, e festividades com mortalhas, acarajés  e sorvetes na velha Ribeira dos trios Tapajós e Marajós, em Salvador, para onde mudou, não esquecendo as macumbas da Penha e os pombos de Roma, além das escadarias do Bomfim e os banhos de mar na esquina da Penha. 
De todos os nove filhos da altiva e ativa Altiva e seu José, tenho maravilhosas relações, com Dudu sendo um permanente irmão, Nádia uma acolhedora anfitriã, Nadja uma encantadora presença em nossa família, Mamá uma querida, Sandrinha a alegria referencial da mãe, Zezinho a imagem da labuta constante, Tatá a revolução admirável, Naire o pilar e a caçula linda Deisinha, flor amável que fecha o lótus dos leites/câmaras/nobres altivos e lindamente luminosos. 
Amor grande pela trajetória da tia. Carinho empoderado por toda sua prole.
O mano Dinho em peculiar visão espiritual na velório da tia querida, revelou comitiva de todos na recepção redentora.
Só almas nobres merecem trombetas no céu e aplausos na Terra, nas despedidas fúnebres da passagem natural. 
Todos os avós e avôs lá. Todas os tios e tias paternos e maternos. 
Todos os filhos ainda por cá.  Tudo no seu devido lugar.
Sigamos os tendo como faróis, luminares.
Feliz das famílias que se despedem dos seus entes queridos com amor no coração.
Tudo foi dito em vida. Tudo aprendido. Lições compartilhadas.
Sou cada vez mais feliz com tantos bons exemplos e ensinamentos em casa.
Eita vida maravilhosa.
LUZZZ.

Flávio Rezende aos vinte e cinco dias, oitavo mês, ano dois mil e dezenove. 12h39.
Praia da Redinha.