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Quinta, 27 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da vida – comendo a vida com os olhos e amando cada vez mais

         Quando estamos em nossa cidade temos uma maneira de viver e de se locomover.  Quando viajamos, alguns mantêm o mesmo modus vivendi. Eu gosto de mudar.

         Aqui tenho carro e o utilizo bastante. Atualmente disponibilizei para um filho social fazer Uber e tenho andado também de ônibus e de carona, mas independente disso, quando dirigindo tenho uma direção contemplativa. Internalizei amor pela vida e busco em cada olhar, em cada andar e em cada deslocar a extração do cotidiano, a visão dos movimentos diversos e a própria essência de nossa existência material.

         Explico melhor, a distração, a abstração ou alheiamento do que acontece a nosso redor, joga no lixo, desperdiça um universo de cenas, visuais e eventos interessantes que acontecem a todo o momento e em todo canto.

         Perceba andando ou parado em sinais e engarrafamentos, que animais estão por perto, comendo, subindo árvores, acompanhando companheiros, seres humanos ofertam serviços e muitos são engraçados, agradecem rezando, outros são rudes, uns alegres, têm os divertidos, cheios de manias, além da própria natureza com céu azul, chuva, ventos, temperaturas etc.

         A vida na verdade é uma produção cinematográfica viva e em constante dinâmica, passe a observar tudo a seu redor como um filme, como gravações e viaje em cada detalhe, em cada acontecimento, em casa movimento.

         Quando viajo, então, voltando ao “x” da questão, prefiro o ônibus, primeiro pela altura, nos possibilitando um olhar sobre a cidade e seus habitantes de cima, segundo ele vai parando o que nos dá uma oportunidade sem paralelo de observação da polis de camarote. Tem ainda a possibilidade de ver as pessoas comuns, aquelas que muitas vezes não nos relacionamos.

         Nos ônibus surgem do nada religiosos, vendedores, ladrões, dondocas, prisiacas, estudantes, bem vestidos, maracatus, figuras bem interessantes e diferentes, oportunizando a um olhar mais atento, uma gama enorme de tipos muito apreciados sob o prisma da curtição sem preconceito, e sem julgamento negativo.

         Cada vez mais amo viver, circular, observar, em todo canto e em todo lugar existe algo para se ver, para se deleitar, claro que as negatividades estão à espreita e não é nada bom experienciar situações assim, mas mesmo assim, elas existem e segundo os espíritas, acontecem conosco e no entorno como consequência de alguma lição que devemos passar ou karma que temos que quitar.

         Viver, olhar, circular, estar neste planeta, seja de qual categoria ele for, estar tendo esta maravilhosa oportunidade de estar vivo na matéria, depois livre da carne mais fluído para voar, volitar, transitar por dimensões e mundos outros, já percebeu o quanto devemos ser gratos por termos nos tornado um atma, uma alma, um espírito, uma unidade cósmica, um cidadão planetário?

         Exerçamos nossa cidadania cósmica com muita boa energia e na absorção necessária e positiva do amor, busquemos encher o nosso tanque com esse combustível para poder com ou sem asas distribuir amor por onde possamos estar.

         Luzzzzzzzzzzzzzzz.

 

Flávio Rezende aos vinte e sete dias, mês sete, ano dois mil e dezessete. 10h35. Natal/RN, Brasil, Planeta Terra, Universo.

 

Terça, 25 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos do Lar - pequenos objetos, grandes recordações


Hoje decidi começar a trabalhar mais cedo para que pudesse sair da mesma forma, mais cedo também. 
Foi uma decisão acertada que me deu oportunidade de ver via Netflix o filme Flores Raras.
Observando a poetisa americana morando no Brasil e colecionando  prêmios, inclusive o cobiçado Pulitzer, a Bishop, vivenciando uma relação homossexual nos anos 50/60 com a arquiteta carioca Lota, comecei a apreciar os cenários paradisíacos de Petrópolis e a mergulhar no prazer de curtir recordações extraídas de pequenas coisas. 
Assim, após o filme, passei pelo quarto de Gabriel para verbalizar meu amor por ele e fui olhando as frutas que tanto amo, a pinha pronta para me proporcionar deleite, as uvas verdes e as uvas passas, o café, a saltenha finalmente no forno made in Nelsinho Mattos, os ets aprisionados nas paredes, as fotos com meus amores: Mel, Gabriel, Deinha, papai, mamãe, Flamengo, ABC, Sai Baba, Krishna, os bonequinhos das deidades hindus, dos santos católicos, do mestre Jesus, os livros, o  guarda roupa aberto, a rede de dormir, a lavanda, a varanda, a geladeira, a pinça finalmente posta na pasta, o tempo, o amor, a vida sentida, apreciada, amada, de fato lindamente apropriada. 
Dar um expediente em casa é tirar proveito em benefício próprio, é agregar valor, desenvolver felicidade, criar energia extra para tocar o barco, mais centrado, mais amado, mais realizado. 
Experimentem a felicidade disponível dentro, fora existem apenas signos, referências, lembranças, que podem e devem direcionar, impulsionar e elevar a gente, para o paraíso que nasce quando choramos ao aqui estar e continua quando sorrimos, por aqui navegar. 

Flávio Rezende aos vinte e cinco dias, mês sete, ano dois mil e dezessete. 17h03. Candelária/Natal/RN

Domingo, 23 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos do Lar - a sofrência do fogão e seus atores coadjuvantes


Todos nós temos rotinas ao acordar, e a minha não passa por sentar a mesa e comer algo que alguém posta ou faz.
Eu mesmo sou ator principal nesse enredo que tem início com o recolhimento do café torrado e moído, bule, frutas (geralmente uvas sem caroço ou goiabas) e açúcar e adoçante. 
Como ainda não criei vergonha na cara, piloto um fogão de doze (antigo), que nem automático é.  
Todo lascado, enferrujado com fogo sempre disforme, que se apresenta conforme vontade própria, só lembro de aposentar quando o uso. Basta sair de sua frente esqueço sua velhice. 
Enquanto o amigo fogão não cede espaço para um companheiro mais moderno, preciso recorrer ao velho fósforo para fazer surgir o fogo esquentandor.
Ai a pré história continua na forma de palitos com pouca pólvora na cabeça.  Risco um, dois, três e as vezes até quatro para um funcionar. 
As vezes troco a caixa e de problema também.  Na caixa maior o palito tem cabeça, mas a área de atrito não tem aderência e os palitos ciscam, ciscam, ciscam e não riscam.
Resumo da pólvora: se pago por uns 100 palitos,  funcionam uns 60 e a caixa grande fica tão fraca de risco que faço transfusão dos seus palitos para a caixa pequena. 
Que situação rapaz. 
A cafeteira é outro bode. O fogo alto queima sua alça e para pegar uso um pano, que muitas vezes deixa passar um pouco da alta temperatura.  Cada operação de transporte do precioso líquido da cafeteira para o copo é tenso.  Ave Maria.
Ai vem parte boa que é beber café, comer uvas, goiabas e uma fatia de pão integral com passas, queijo branco e sementes de girassol. 
Depois uma palitada nos dentes está no DNA da família, pena que alguns palitos são como os fósforos, puras picaretagens. Frágeis, quebráveis e imprestáveis, servem só para dizer que na embalagem tem 100 e cobrar por isso.
Enfim, a novela do fogão e seus atores coadjuvantes tem capítulos praticamente diários, só mudando quando o astro aqui viaja e hospedado em algum hotel, come tudo vindo de bandeja. 
Todos nós temos, claro, dias de reis.
Que situação rapaz...

Conjunto Ponta Negra, aos 23 dias, mês sete, ano dois mil e dezessete.  8h06.

Sábado, 22 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos Cósmicos - Jan Val Ellam joga luz na homoafetividade

Escritos Cósmicos - Jan Val Ellam joga luz na homoafetividade

O chamado ser humano, conhecido por habitar este planeta chamado Terra, curioso que só ele, vive consumindo escritos, vídeos e narrativas sobre as coisas que já rolaram, que rolam e, especialmente adora antecipar o que pode ainda rolar.
Enquanto o Rolling Stones revive tempos áureos de sons famosos em turnês e venda via novos aplicativos, escritores, médiuns, canalizadores, historiadores, jornalistas, gurus, magos, profetas, adivinhos e até picaretas navegam na nau das revelações com versões, teses, teorias e  mensagens a esquerda, direita, extraterrestres, religiosas, científicas e até extrações próprias baseadas em convicções pessoais.
Neste vasto campo e ampla seara existe um potiguar bem mais ouvido e reconhecido fora, que aqui.
Com inúmeros livros publicados, programa de rádio, palestras nacionais e internacionais, nosso Jan Val Ellam vem revelando nas linhas e entrelinhas de suas obras, o drama e as tramas por trás de nosso começo, do nosso presente e até mostrando sinais do porvir.
Sabemos que muito do que hoje é incontestável, foi ao tempo da revelação tido como improvável.  Assim as obras de Ellam podem ser recebidas com estupefação, espanto ou serem deixadas de lado. Ele plenamente consciente disso não se incomoda, até mesmo por já ter know how disso em encarnações pretéritas. 
Quem decidir mergulhar no conjunto de suas colocações vai tomar ciência dos ambientes espirituais antes da Terra albergar os homo sapiens, de como aqui chegamos, da verdadeira natureza de famosos locais como Jesus, Krishna, Maomé, Sai Baba, Buda e vai vê-lo bater de frente com Javé, considerado Deus, mostrando suas imperfeições, condição de refém de sua criação, da falha primordial que o dissolveu em nossa orbe e, mais recentemente, lançou o livro: Homoafetividade, o segredo perdido do éden.
Nele Ellam toca num dos tabus religiosos mais enraizados, a homoafetividade, que leva algumas religiões a matar, enforcar, discriminar e expulsar pessoas do mesmo sexo que se relacionam entre si.
No livro Ellam remonta ao período de Noé para através de painéis romanceados, mas reais, mostrar que não devemos ter essa postura e que a homoafetividade não se constitui uma falha de caráter, um desvio de personalidade e  tampouco uma transgressão espiritual que cause consequências e punições no pós vida material. 
A ignorância e apropriação em proveito próprio de normas comportamentais por religiões, estruturas que influenciam milhões em nosso planeta, tem sido um dos principais motivos de nosso lento evoluir.
Esclarecer, trazer a baila os painéis, expor, contribuir e fazer avançar o planeta é a  missão do nosso Jan.
Seus livros e vídeos podem ser vistos no https://www.facebook.com/janvalellam/.
Ellam é a luz ainda não devidamente acessada hoje.  Amanhã seu legado vai brilhar.

Flávio Rezende aos vinte e dois dias, mês sete, ano dois mil e dezessete.  9h55. Praia de Ponta Negra.

Sábado, 15 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Agradecendo imensamente por existir e comemorar aniversário

Hoje é mais um dia feliz.  Se na matéria pudessemos fazer uma reflexão sobre cada encarnação, teríamos muito a pensar.
Como essa possibilidade parece só ocorrer em planos espirituais outros, quando a veste da carne não mais limita nosso atma, só nos resta a reflexão da vida que estamos levando hoje.
Nesses 56 anos que hoje emplaco, tenho excelentes passagens para recordar. 
Muitas viagens regionais, nacionais e internacionais. Dois belos e queridos filhos, uma esposa com a qual me dou muito bem, pais que nunca tive problemas, só amor crescente, irmãos com os quais sempre tive maravilhosas relações, amigos e amigas em banda de lata, tive  oportunidade de servir aos mais carentes fundando e dirigindo a Casa do Bem por décadas, fundei blocos, segui a profissão que queria e com ela sou feliz, tenho boa situação financeira, nunca mudei minha visão política, continuando achando errado o que achava 30 anos atrás, gosto de todas as religiões, tenho um mestre espiritual, o Sai Baba, e muita ligação com Krishna, adoro pizza, praia, ABC, Flamengo, sol, amo escrever, consegui publicar 25 livros, escrever milhares de artigos, posts, nunca fui preso, não bebo, não cheiro e nem fumo, trepo, sou louco por cinema, dormir em rede e caminhar.
Confesso que sou feliz, muito mesmo e quando partir, irei realizado e com a alma cheinha, entupida de amor e de gratidão por ter estado neste Estado, morado nesta cidade, vivido neste País, existido neste planeta, neste tempo, em mais um chance de evoluir, corrigir rumos, rever posturas e aprender doçuras. 
A todos que de um forma ou de outra contribuem para minha felicidade, deixo minha boa energia deste momento mágico, agradecendo ainda os parabéns de todos com muita intensidade no coração. 
Amando a vida que tenho, posso amar verdadeiramente cada um de vocês. 
Luzzzzzzzz

Quinta, 13 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Enaltecendo a alma boa do Dr Tarcísio Gurgel


Toda cidade tem suas almas interessantes e ativas. Natal tem várias como os artistas Grilo e Marcelus Bob, o empresário Ricardo Bezerra, o orador espírita 
Manoel Lopes e o vereador Fernando Lucena, entre muitos outros.
Cada qual em sua área constrói a narrativa da cidade através de suas formas de ser.  Geralmente tem algo em comum: irreverência e multidão de amigos. Uns mais numas coisas, outros mais em outras.
Acrescento a lista a alma viajante do pediatra Dr Tarcísio Gurgel. Super bem relacionado na sociedade, conhecedor dos quatro cantos do planeta, fluente em várias línguas, desfila simpatia e compartilha conhecimentos gerais de medicina, turismo, etiqueta e questões cotidianas da Polis.
Temos amizade antiga. Dr. Tarcísio me trata muito bem e intitula este escrevinhador de seu "guru tupinaguar".
É o que podemos chamar de grande figura, alma boa, ímpar, andarilho, viajante e participante. 
Está em todas, onde chega, o silêncio morre, dando vez ao verbo, que sempre através dele, tem algo a revelar.
Luzzzz amigo querido. 

 

Terça, 11 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Petrópolis e Teresópolis: um final imperial e natural

Escritos de Petrópolis/Teresópolis 
Um final imperial & natural

Viajar é agarrar a possibilidade de observar personagens diferentes, paisagens que diferem do lugar onde mora, e fazer voar sem lenço e sem documento um olhar  carinhoso e amoroso para tudo e para todos.
O prazer do viajante está na pasta de dente do lugar, no bom dia ao recepcionista, no olá ao motorista de ônibus ou taxista.
O bom de estar fora de casa é poder conhecer mais seres, interagir, ouvir, compartilhar e relembrar velhas e novas histórias. 
Viajar com a família é também momento de ensinar um pouco de cada coisa, na lousa viva da Polis e no quadro em branco que a vida generosamente oferta.
As fotos eternizam os momentos e os escritos adocicam o prazer cultural. 
No cardápio especial que o cheff sugere, depois de vivenciar o carioquismo por cinco dias felizes, aceitamos menu de Isabel e Camila Miranda e subimos a serra para curtir Petrópolis/Teresópolis.
Casarios antigos, memórias imperiais, em cada canto um relato de um rei, em cada quadrado um babado da princesa. Cidade querida, povo zanzando, Rua do Imperador, da Teresa, momentos de Quintandinha e de gostoso frescor. 
Depois as sinuosas estradas, altaneiras, ligam nosso destino a Teresópolis, onde finalizamos estadia na hospedaria familiar dos Mirandas.
E miramos visual, curtimos frio, café, lareira, cães, espaços etc e tal.
Bem recebidos, devidamente acolhidos, agasalhados, mergulhamos na noite de 10 graus.
E acordamos cheios de boas energias, felizes para o regresso a amada Natal. 
Enquanto Gabriel e Lais foram de acarajé e vatapá, eu, Deinha e Mel elegemos para o meio do ano, o maravilhoso Rio, a aprazível Petrópolis e a mãe natureza no sítio Miranda em Teresópolis. 
Mais umas férias ocorrem com muita alegria, enchemos malas de boas recordações e, no currículo da trajetória, capítulos fantásticos e inesquecíveis.

Flávio Rezende aos onze dias, mês sete, ano dois mil e dezessete.  Teresópolis. 12h10.