o espaço das minhas coisas

Quinta, 10 de Outubro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

Harari é um dos grandes pensadores da contemporaneidade. Cada página do seu livro Homo Deus é uma biblioteca de lucidez e luz sobre os eventos que nos dizem respeito. Suas obras revelam a história da humanidade e tornam claro que o homem está assumindo naturalmente o papel de Deus.

No princípio o espanto diante dos fenômenos, depois a submissão a textos religiosos cheios de contradições e de postulados de dominação. Hoje religião é fundamental para poucos, acessória para alguns, e irrelevante para a maioria. Poucos decidem casamentos, guerras, profissões, investimentos e viagens por causa de deuses, gurus, bíblias ou alcorãos. Sobrevivemos a influência espiritual dominante e chegamos a religião Humanista.

Nela você toma decisões a partir de suas percepções, vivências, experiências práticas. Pode até dizer que professa essa ou aquela tradição, mas na hora de querer se separar, trair, investir, ler, divertir e mil coisas, segue sua intuição. Isso é a libertação das amarras, a adesão ao reinado do individualismo libertário. Religiões serviram para promover guerras, conflitos, imposições, venderam lotes no céu, criaram infernos, separaram, colonizaram, demonizaram práticas, enganaram, atrasaram, inventaram mil maneiras de acuar, sugar, escravizar. A religião Humanista é a vitória da decisão pessoal, o livre agir para conviver com pessoas do mesmo gênero sem culpa, a adesão ao amor que bate fundo, que é o que a pessoa gosta e quer.

O Humanismo é o ser liberto de influências alienígenas, políticas, dominadoras, interesseira em escravizar para a manutenção de mega estruturas de poder. A vida do humanista é respeitadora de normas de convivência e de respeito comuns, pois é bastante lógico que isso é mais que básico, afinal a aceitação da decisão do semelhante é a bíblia da religiosidade perfeita e o tempero de uma vida interessante, posto que a diversidade promove a convivência plural e incrementa uma vida super legal.

É preciso hoje em dia, ser alfabetizado em tecnologia, como também em religiosidade, para que saiamos da fase do espanto diante de trovões e chuvas torrenciais, da submissão a tradições espirituais dominadoras e mercantilistas, e possamos ser livres, viver dentro de uma ética de convivência pacífica e respeitadora, curtindo Jesus, Buda, Baba, Krishna e tantos outros, sem tirar nossas decisões pessoais de alegria, felicidade, amorosidade, ancoradas em textos desfigurados, manipulados ou deformadores. Viva a religião Humanista. Leiam Yuval Noah Harari. 

Que situação, rapá...

Quarta, 09 de Outubro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

Se a gente morasse numa cidade pobre de paisagens naturais, árida, sem graça, íamos direcionar ao divino, pedidos para incrementar nosso turismo através de outros meios, como eventos, parques temáticos ou resorts. Mas o divino já nos brindou com o mais importante, mesmo assim patinamos e não surfamos nos benefícios do bom turismo. Temos, por exemplo, a Via Costeira, faixa imensa de praias, linda extensão marítima, com espaços entre hotéis, para acessos com estacionamento, criação de infraestrutura de bares, mini teatros, elevando a potência turística ao cubo. O tempo passa e nada acontece, mas nossos gestores vivem com assessores em feiras, congressos, gastando fortunas, vendendo um destino caótico, sem açúcar e sem sal. O que acontece é pela garra do empresariado, dos bugueiros, dos guerreiros potiguares. SOS gestão, criatividade, decisão de mudar. O Plano Diretor mais aberto a modernidade pode ajudar, mas os xiitas com pinta de boas almas dominam a cena e a querem livre de movimento. No vácuo do nada poucos chegam, muitos empobrecem, e os defensores da natureza privada gozam com suas teses algozes. Na preservação e manutenção de nossas belezas nas mãos dos primitivos, seguimos sem circo, sem circulação, sem perspectivas de empregos e de rendas, sem solução. Que situação, rapaz...

Segunda, 07 de Outubro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

Os bandidos togados, midiatizados, hackeanos, petezados, enrustidos, militantes, irritantes, chateados, fazem o diabo para desmerecer, acabar, atrapalhar, falir, melar, anular a Lava Jato. Mudam leis, inventam, julgam novamente, mentem, cooptam, corrompem, falsificam, mas não tem jeito.

A Lava Jato resiste, operações continuam, depoimentos vem a tona, podridão aparecendo, ladrões respondendo e o povo que quer justiça de verdade aplaude. Quem contra ela se insurge com mil mimimis, mostra que quer mesmo é livrar ladrão.

Que situação, rapaz...

Quarta, 02 de Outubro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

Todos os dias fumego meu café,monto a mistura de pão com acessórios e depois da degustação matinal lavo a louça. Recentemente comprei um detergente chamado Campo. O danado não cria espuma nem pelo amor de Krishna e uma cocada preta. 

Como não sou de desperdiçar usei o danado até a última gota. 

Hoje abri um chamado Limpol, de coco, e coloquei o produto me espantando com sua produção de espuma. Fez numa única dose o que o Campo não produziu em toda sua vida útil.

Sai de um problema para outro. Alguém conhece algum detergente que nem seja tão acanhado quanto o Campo, e nem tão exagerado como o tal do Limpol? 

Que situação, rapá...

Segunda, 30 de Setembro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

Não sei o que as universidades andam ensinando na área do direito, para que o praticado no País, com aval da OAB, partidos políticos de esquerda, STF e outros atores, vomitem o mantra Estado Democrático de Direito, quando todas as ações são no sentido de embriagar a sociedade com a droga da criminalidade, a letalidade das organizações criminosas e a gula dos corruptos em geral. O direito está a serviço do agressor, enquanto a sociedade passiva, não pode nem chamar um agente dessa política de FDP, que em horas recebe um representante da lei e vai passear de camburão. Que situação, rapaz...  

 

Domingo, 29 de Setembro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

Gosto de todas as pessoas. Se elas pensam diferente não vejo problema, uma vez que já pensei como elas. Já fui comunista, petista, marinista, devoto de Osho, simpatizante de Jesus, meio budista, um pouco Rosacruz, já fumei várias palhas, fiquei de cabeça para baixo, já amei mulheres de todas as cores, curto sons em todos os ritmos, já reverenciei Lula, hoje tenho ojeriza, já estive na esquerda, centro, direita, já fui americano, hoje abecedista, já fui vegetariano, vegano, hoje sou gastronomicamente plural, não vejo problemas em quem dá e e quem come, em quem quer ser chamado de Maria ou de João, adoro a natureza, mas não vejo sentido em certas radicalizações ecológicas, por mim o hotel dos Reis Magos tem mais é que ser demolido, a fortaleza privatizada, então, sou esse ser mutante, devoto da metamorfose ambulante de Seixas e adepto da máxima: a única coisa que não muda, é que tudo muda. Devoto de Baba, fã alucinado de Krishna, curtidor de Jesus, ao ser questionado espiritualmente sobre o que de fato sou, bem ao meu estilo brincalhão digo: como não sei quem vai estar de plantão quando lá chegar, sou TODOS. Que situação, rapá...

Sábado, 28 de Setembro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

Ter opinião hoje em dia é atômico. Aquela revelação antes de poder limitado, com a efetivação da aldeia global virou nuclear. Para a satisfação de um lado, ou estupefação de outro, qualquer posicionamento um quadrado além do hexágono aceitável, é uma pirâmide invertida de problemas e ataques. Tenho buscado na minha inquietude natural, ouvir mais e falar menos, pois num falar desse, o limite pode ser transposto e o cú de burro posto ser muito prejudicial à sanidade mental. Debates de limite facebookiano, sem grandes ofensas ou agressões exageradas, cabem no tal estado democrático da opinião, mas quando a explicitação da visão, adentra espaços civilizadamente inaceitáveis, nem desculpas e foi mal aí são 100% palpáveis, ficando a partir do evento sacramentado, o palco armado, para as contendas. É melhor jogar o jogo das opiniões pessoais com certa vênia, inteligência, educação, para que no ultrapassar da linha tênue, não tenha mais como, reverter a confusão. Que situação, rapaz..

Invariavelmente observamos teorias sendo ridicularizadas e novas formas de ver e pensar entronizadas, e depois demonizadas e mais uma vez desmistificadas. 

Esse babado do clima prova isso. Já falaram mil coisas e as vezes está mais quente e as vezes mais frio. O que queima logo esverdeia, enquanto teóricos que o mar vai avançar moram na beira-mar em mansões que a grana das palestras de fim do mundo canalizaram para seus dutos.

Aqui querem índios empalhados em ocas artesanais, nos EUA índios tem jatinhos e comem em restaurantes internacionais, curtindo ainda cocares e natureza sem problemas e nem dilemas existenciais. 

Quem muito defende o primitivismo acende vela no altar de Nova York e quem lá mora, namora a tapioca da tribo. 

O fato é que vivemos cada qual a seu gosto, mesmo que a cada agosto, uma nova abordagem chegue a nosso porto. 

Eu mesmo não ando mais dando muito cabimento para nada. Chegando aos 60 percebo que ganho mais vivendo, que lendo sobre o mimimi dos outros. 

Se em algum momento o mar avançar ou a larva arder, já estarei até enjoado de tanto viver.

Que situação, rapá...

Invariavelmente observamos teorias sendo ridicularizadas e novas formas de ver e pensar entronizadas, e depois demonizadas e mais uma vez desmistificadas. Esse babado do clima prova isso. Já falaram mil coisas e as vezes está mais quente e as vezes mais frio. O que queima logo esverdeia, enquanto teóricos que o mar vai avançar moram na beira-mar em mansões que a grana das palestras de fim do mundo canalizaram para seus dutos. Aqui querem índios empalhados em ocas artesanais, nos EUA índios tem jatinhos e comem em restaurantes internacionais, curtindo ainda cocares e natureza sem problemas e nem dilemas existenciais. Quem muito defende o primitivismo acende vela no altar de Nova York e quem lá mora, namora a tapioca da tribo. O fato é que vivemos cada qual a seu gosto, mesmo que a cada agosto, uma nova abordagem chegue a nosso porto. Eu mesmo não ando mais dando muito cabimento para nada. Chegando aos 60 percebo que ganho mais vivendo, que lendo sobre o mimimi dos outros. Se em algum momento o mar avançar ou a larva arder, já estarei até enjoado de tanto viver. Que situação, rapá...