o espaço das minhas coisas

Sexta, 10 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

AMOR PELA UFRN

Acordo neste dia 10 de maio feliz depois de um belo sonho, onde estava desfrutando da companhia maravilhosa de devotos de Krishna, num sankirtan, partindo para fumegar café e ir trabalhar, cheio de amor no coração e esperança no futuro.

Este é um dia simbólico para trabalhar, pois encaminhei junto à secretaria do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN, solicitação de aposentadoria, uma vez que preencho os requisitos da atual legislação, chegando proximamente a completar 40 anos de atividades laborais, sendo 37 na UFRN e demais como autônomo e na Associação Brasileira de Odontologia do RN, sem contar a fase de vendedor de salada de frutas nas praias de Natal e de pirâmides nos eventos astrais e culturais da cidade, além de livros e outras miçangas mais.

O objetivo deste escrito é declarar meu mais sincero e puro amor pela UFRN, lugar aprazível, cheio de pessoas maravilhosas, canto e recanto de sonhos e formação de profissionais, agradecendo todos os dias por ter me habilitado a participar do concurso em 81, sendo chamado em 82, como mais novo “datilógrafo” da UFRN.

Comecei minha trajetória pela instituição no Centro de Ciências da Saúde, tendo como chefes os doutores Daladier Cunha Lima e Jessé Cavalcanti (in memoriam). Como cursava Comunicação Social solicitei transferência para a Televisão Universitária, ainda na rua Princesa Isabel, exercendo lá várias funções, notadamente de repórter, pedindo em seguida para coordenar Laboratório de Impressos, junto ao professor Albimar Furtado, isso já no Campus Central.

Na sequência migrei para nível superior na reforma administrativa de José Sarney e fui bater na Hemeroteca do curso junto a Sônia Hermínio, quando Rogério Cadengue me convidou para o Departamento de Comunicação e, depois, professora Zeneide Alves para assumir assessoria de imprensa do CCHLA, onde estou até hoje.

Trabalhar na UFRN é o que existe de melhor na vida de uma pessoa, na medida em que chegamos para a labuta vendo lindos jardins, paisagens exuberantes, pessoas circulando com suas cores, cabelos criativos, camisas com estampas de seus ídolos e gurus, uns mais interessados só nos estudos, outros querendo intensa agenda política, numa salada interessante que torna o local cheio de generosa vitalidade.

Nunca tive nenhum tipo de problema na UFRN, gostando de todos os meus chefes, lembrando além dos já citados de Jânio Vidal e Carlos Lyra na TV-U, Márcio Valença, Ângela Paiva Cruz, Maria do Livramento Miranda Clementino, Herculano Campos e os atuais Maria das Graças Soares Rodrigues e Sebastião Faustino, entre outros.

Sempre me dei bem com companheiros técnico-administrativos, jornalistas, professores, alunos, tanto no mestrado, quanto em todos os setores, tendo só divergências políticas nos últimos anos, creditando este aspecto a vida privada, uma vez que temos direito a opinião e devemos exercer nossa cidadania sob pena de pecarmos pela omissão. Se por causa desse aspecto e de algumas críticas a situações pontuais da instituição, alguém se chateou e da minha pessoa se apartou, paciência, de minha parte respeito às diferenças e amo a diversidade de maneira verdadeira.

Hoje, no entanto, como falei, é um dia especial, um ciclo se fecha. Ainda estarei aqui por uns dias até que o processo finalize e a solicitação seja publicada. Estou feliz por tantos anos e ansioso quanto ao futuro.

Amo a vida, as pessoas, animais, natureza, essa pluralidade, esse festival de cores, essa maneira tão interessante em que estamos neste planeta, cercados de diferenças, no entanto buscando pontes, alegrias, utilidades, inserindo nosso modus vivendi, no todo, para que possamos também contribuir da maneira que somos e existimos.

Trabalhar sempre foi uma faceta da vida em que me identifiquei muito, já fiz diferentes coisas, vendi, produzi textos, falei, narrei, relatei, fundei uma obra social, escrevi livros, construí e, agora, estou tirando onda de fotógrafo.

Até o fim estarei na ativa, mesmo que dedicando meu tempo mais a família e as viagens que sempre amei, mas estando vivo na materialidade terráquea, espero estar produzindo, seguindo, vivendo, celebrando.

Grato UFRN por ter sido sempre um excelente local de trabalho. Amo muito tudo isso.

Luzzzzzzzzzzzzzzzzz

 

Flávio Rezende aos dez dias, mês cinco, ano dois mil e dezenove. Campus da UFRN. 7h51.

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