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Quarta, 26 de Junho Notícias por Sandra Cerqueira

Corpo em movimento, por Cinthia Moreno Fisioterapeuta – Casa Durval Paiva

O nosso corpo tem órgãos e estruturas específicas para produzir movimento, como caminhar, correr, alcançar e manipular objetos, e também manter posturas, como ficar sentado ou de pé por alguns minutos ou horas. Doenças ou lesões podem causar deficiência na própria estrutura ou em seu funcionamento. O câncer é um dos exemplos de doença que pode comprometer, em algum momento (seja nos primeiros sintomas ou durante o tratamento), a integridade física e capacidade funcional dos pacientes.

Conhecer todas as estruturas e a relação entre elas faz o paciente compreender como o movimento é gerado e o que pode ser um sinal ou sintoma de comprometimento. Isso é importante para promover consciência corporal e percepção de alguma alteração.

Todos os responsáveis e pacientes submetidos a exame físico e avaliação no setor de fisioterapia da Casa Durval Paiva recebem essas informações, a partir do seu conhecimento prévio e de acordo com a idade. Quanto mais nova for a criança, essas informações são passadas de forma lúdica, com bonecos e ilustrações.

Mesmo que no momento do exame o paciente não tenha indicação de tratamento de reabilitação, ao longo do tratamento oncológico (quimioterapia, radioterapia ou pós-operatório) ele mesmo pode procurar o setor diante de qualquer mudança nos aspectos relacionados com a função física.

Não é incomum um paciente bater na porta do setor de fisioterapia e dizer “Parece que estou com um lado do corpo diferente do outro” ou “Estou achando difícil subir escadas” Ele, mesmo pequeno, tem conhecimento para perceber e buscar atendimento. O mesmo acontece com o responsável quando pergunta “Você percebeu que agora meu filho está andando diferente? O que pode ser? ”

Diante dessas situações o paciente é reexaminado e é dado início ao tratamento de reabilitação, caso tenha realmente algum déficit nas funções relacionadas ao movimento. O nosso objetivo é deixar o corpo em movimento. Dessa forma, o paciente vai ter a oportunidade de interagir com o ambiente e ser o mais ativo e independente possível, desfrutando de qualidade de vida durante todas as fases do tratamento.

 

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