Segunda, 01 de Janeiro Meus escritos por Flávio Rezende

Escrito do Ano Novo - Precisamos ser alguma coisa em especial?

Acordo um pouco mais tarde, uma vez que passando a virada do ano em casa, junto a Deinha (Andrea Browne) e Mel, já que Gabriel Kalki é um rapaz e precisa curtir estas datas em ambientes mais animados, terminamos dormindo depois da meia-noite, o que faz tempo não costumava fazer.
Já alerta no primeiro dia de janeiro, ano 2018, vou cumprindo o ritual dos anos já velhos, pegando o café torrado e moído, o bule e, no velho fogão manual, colocando para fumegar e gerar o primeiro café do ano.
Depois, no também já velho sofá, companheiro de muitas alegrias, pois nele papeamos os três, assistimos tv, ouvimos música, tomamos o café, servindo o velho amigo de: confessionário, mesa, rede, cama, maca e até de escritório.
Devidamente instalado e tomando o prazeroso café, começo a ler sobre o Senhor Jagannatha ( http://pt.krishna.com/o-senhor-jagannatha) e, lembro, que nas conversas informais por aí, sempre me perguntam: afinal, qual é mesmo a sua religião?
Quase sempre respondo que não tenho uma em especial, sendo devoto de Sai Baba, mas gostando muito de Jesus, Krishna, Yogananda, Gautama Buda, gurus diversos, indo a sessões espíritas de vez em quando, estando sempre aberto para leituras variadas e para ir a templos, igrejas, mosteiros, o que for, para ver, sentir, ouvir e curtir as energias boas que circulam, além da curiosidade histórica e da possibilidade de agregar algo legal a meu existir.
As vezes me parece que algumas pessoas só acreditam em quem de fato é alguma coisa. Exemplo, a política, precisamos ser de esquerda, centro ou de direita? Não podemos gostar de algumas coisas de uma ideologia, de um partido, de um ator desta área, como também algumas coisas de outros? Claro que sim.
Nesta área espiritual não vejo problema em navegar em diversas fontes, ouvir, beber, aprender e tentar perceber uma certa unidade nessa diversidade.
Tenho dificuldade em ser necessariamente alguma coisa, tendo tantas coisas disponíveis. Não acho que isso seja ser volúvel ou na verdade um nada.
Incorporar coisas boas nas muitas coisas boas que estão por ai, parece ser o que chamamos de Religião do Amor, aquela que não torce por uma coisa particular, mas sim pela transformação pessoal, que conduz a evolução, que pode encaminhar o ser para portais mais altos, introduzindo em mundos superiores e, o sujeito apto a nestes ambientes transitar, certamente poderá outros ajudar, estando ai sendo cumprida a META: aprender, mudar, transmutar, subir, ensinar, AMAR.
Então para que possamos passar de ouvidor, buscador, para professor, guru, preceptor, MESTRE, primeiro temos que abrir o coração, democratizar a visão, duplicar a audição e seguir feliz.
Um 2018 democrático para todos em todos os sentidos, ouçamos, prestemos atenção e, principalmente, façamos o bem, queiramos que todos sejam felizes.
Muita luz e, como dizem alguns mestres que tenho especial carinho: “Ó Deus, Conduza-nos do irreal para o real, da escuridão para a Luz, da morte à imortalidade – SHANTI, SHANTI, SHANTI PARA TODOS."
O que mais acredito é que devemos, como pede a oração, sair do irreal para o real, deixar a ignorância e chegar a sabedoria, pois assim, conseguiremos entender o propósito de nossa existência, entender o famoso de onde viemos, o que aqui fazemos e para onde vamos.
Luzzzzz

Flávio Rezende no primeiro dia do mês janeiro, ano dois mil e dezoito.

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