Domingo, 07 de Janeiro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - a intensidade que vivifica

Acordo mantendo a tradicional felicidade, e no feitio do pão integral com queijo ricota, sementes de girassol e uva passas, aciono o Deezer com Deep Purple, levo o bule para seu encontro cotidiano com a chama produzida no velho fogão manual, saindo com o café no bule para outra união do líquido precioso com a caneca de cerâmica, formando assim o matinal cardápio e encerrando com degustoso prazer, o desjejum dominical.
Ao fim do processo, solitariamente, observo a sala e vejo bem ao centro do espaço, uma mala cor de rosa já devidamente arrumada e pronta para movimento interestadual.
Imediatamente lembro de Mel ontem a noite, pedindo a mãe Deinha e ao papai aqui, permissão para fazer a sua mala. 
Uma vez autorizada, começou o jogo de escolhas de que bonecas levar, adereços, objetos, brindando o universo com fluidos positivos da grande alegria gerada neste processo arrumativo.
Assim são as crianças. Ávidas por atividades de adultos, ficam intensamente felizes quando chega a vez de experimentarem sensações novas, igualar ações que nós costumeiramente realizamos, muitas vezes nem sentindo mais prazer, muitos de nós até se chateando com essas, hoje, obrigações.
Ainda bem que existem as crianças para curtir as cores das coisas, querem  que a bicicleta seja de tal cor, a roupa da boneca de outra, isso tem implicações com seus sonhos, provocam interiores júbilos, verdadeiros nirvanas.
Ter uma filha pequena é um constante relembrar que a vida deve ser assim, celebrativa, que os objetos tem a missão de promover a alegria, que as cores são pontes para Deus, e que o fazer das coisas, quando incorporado da genuína arte de estar nele de corpo e alma, é fonte de graça, de benção, sendo então não uma simples obrigação, mas uma complexa satisfação.
Que as crianças continuem limpando a aura do planeta, só assim, nós adultos, ainda podemos seguir.
Viva a mala feita, a bicicleta verde, a boneca arrumada, a existência celebrada.
Luzzzzzzz.

Flávio Rezende aos sete dias, primeiro mês, ano dois mil e dezoito. 8h04

Feliz domingo para todos.

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