o espaço das minhas coisas

Quinta, 10 de Janeiro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - a vida como ela é

Tempos atrás a Gol ofertou passagens mais baratas para Fortaleza e, junto com Deinha, decidimos convidar a mãe de Gabriel para se juntar a nós, partindo em família para usufruir quatro dias na capital cearense.
Dois dias antes do embarque seres chateados com endurecimento das regras no sistema prisional, começaram a infernizar a vida dos moradores e turistas com depredações, queimações, eliminações, atos típicos de demônios em forma de gente, sempre ávidos por atos violentos e atitudes insanas, prejudicando o conjunto da população, principalmente os mais carentes, que ficam privados do usufruto dos transportes públicos, fecham seus pequenos comércios e tem seus bairros vasculhados pela polícia em busca dos ratos endiabrados. 
Apesar do perigo aparente decidimos embarcar e retirando do roteiro parques aquáticos e de arvorismo mais adentro, circulamos por praias, shoppings, orlas, curtindo a presença dos amigos que lá temos em jantares inesquecíveis, e a própria convivência familiar, por si só saudável e maravilhosa em qualquer tempo e lugar. 
Os seres revoltosos assim agem pela manutenção de privilégios não permitidos, tentando impor suas regras e desejos, num claro ultraje a lei estabelecida, infelizmente viciados por anos e anos de políticas que os tornaram possíveis vítimas da tal sociedade, invertendo valores e culpabilizando as vítimas das atrocidades, gerando ao longo de anos ajuda financeira para familiares, advogados disponibilizados por ONGs, OABs, pastorais, isso e aquilo, com amparo de grupos religiosos e sociais, enquanto as vítimas ficaram sem assistência, sem carinho, tendo que se virar para enterrar seus entes queridos e ver na imprensa coberturas esporádicas, enquanto bandidos mortos são tidos como herois e policiais em ação, como matadores. 
Finalmente, nessa kali yuga sem lógica, encarnou no seio da coletividade a alma da revolta e a ultima eleição entronizou quem contra isso se posicionou. 
Estou apenas narrando fatos pelo ângulo do meu entendimento. Estou ao lado do povo. Dei um basta a filosofia. A realidade urge.
Em Fortaleza conversei com algumas pessoas. Com uma exceção, a unanimidade é que o cidadão de bem é que merece a proteção do Estado. 
Infelizmente alguns até fazem chacota e piadinhas quando nos referimos aos cidadãos de bem. Para eles os bons são os bandidos, que merecem sempre novos colchões após as queimações, novas oportunidades após as prisões, novos perdões, após os crimes e, assistência ilimitada, após todas as infrações. 
Para eles nós somos contra Jesus, o evangelho, falsos bondosos, defendemos armas, somos fascistas, do mal.
Felizmente a situação chegou ao ápice, a pressão fez a situação começar a mudar. 
Chega de cegueira, apoio a bandidagem, manipulação, ladroagem.
É tempo de endurecer regras, tirar regalias de bandidos e ladrões, para que possamos viajar, trabalhar, criar nossos filhos, produzir, pensar em outras coisas, finalmente: sobreviver e viver.
Que situação, rapá...

Flávio Rezende aos dez dias, primeiro mês, ano dois mil e dezenove. 11h46. Praia de Ponta Negra. 

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