Terça, 25 de Dezembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma- considerações sobre visibilidades e invisibilidades

Escritos da Alma 
- considerações sobre visibilidades e invisibilidades  -


Acordo cedo e como o dia é 25, já pensando em meu amado pai, que deixou seu templo físico ser dissolvido por aqui, e partiu com sua cidadania cósmica espiritual, para habitar novos espaços, levando imantado em seu HD eterno, as vivências e as experiências que agregou a sua existência na última passagem pelo planeta azul. 
Fiquei pensando na sorte que tive de privar sua companhia, receber seus ensinamentos, ouvir sua voz, ver seus movimentos, poder ter sido seu filho, o que na verdade ainda sou.
Depois do café prensado a francesa e dos biscoitos de sal com queijo branco e lascas de tomate, sapecando medianas porções de manga no desjejum, parto para Ponta Negra, onde no templo do Morro do Careca, convido mentalmente papai para comigo usufruir de delicioso banho de mar, e lá, mergulhando e apreciando tamanha beleza, reflito sobre algumas coisas, as quais aqui compartilho com quem me lê neste dia natalino. 
Os tempos são de descontruções de pseudos líderes. O do amor foi pego traçando a esposa do devoto. O da cura bolinando pacientes, mostrando tanto um, quanto o outro, que domar impulsos e evitar encostos, não é mole não. 
Na dureza da constatação reflito que só tem escapado os velhos mestres, milenares, que afirmavam ser necessário amar o visível, diante da impossibilidade da visão clara e precisa do invisível. 
E assim pensando, olhei ao redor e constatei que amar é só um questão de querer, decidir, colocar para valer.
Um olhar carinhoso, amoroso, para a vegetação, as pessoas, animais, elementos da natureza, todos ali perfeitamente visíveis, remete nosso íntimo profundo a sensação de beatitude, de felicidade crescente, alegria genuína, paz interior. 
Quando encontramos no visível, no perceptível, no palpável, o amável, o possível, o próximo, o irmão, realizamos a conexão divina, construímos a ponte para a tal espiritualidade e, claro, acessamos interioridades e possibilidades que nos revelam aspectos da divindade, atributos, insiders, amorosidades. 
O dia é de Jesus. A data é de papai. A festa é da solidariedade, da ceia, da boa mensagem. Pessoas em abraços verbalizam boas passagens, trocam presentes, jogam no éter um futuro melhor para individualidades e alguns universalizam seus bons pensares. 
Existem invisíveis seres que já percebemos corretos. Domaram ímpetos, controlaram desejos, saíram da bolha do ego, até hoje são falados, seguidos, são teses, dissertações, discursos, sermões, reflexões, exemplos, pontes, nortes, estradas.
Apesar de invisíveis, espalham rastros, disseminam setas, compartilham caminhos. 
Busquemos na invisibilidade que nos cerca, a encarnação destes seres, para que possamos nos fundir, dissolver, ver e perceber ao nosso redor, a boa energia que nos é possível, o amor genuíno que nos é disponibilizado e, no agregar deste sacar, fluir, seguir, ir, viajar...

Papai, feliz aniversário. Te amo muito. Beijão em Jesus, manda uma foto com ele mais tarde. Por volta das 23h já devo estar dormindo. Quero ver você com ele, mamãe, chama Krishna para seu aniversário, Sai Baba, Osho, Maria, eita povo bom. A festa promete. Não volte cedo não, me aguarde, um dia chego para apagar velinha com você.  
Luzzzzz.

Flávio Rezende aos vinte e cinco dias, décimo segundo mês, ano dois mil e dezoito.  10h35.


Um Natal visivelmente feliz, e um 2019 claramente do bem

COMPARTILHE