o espaço das minhas coisas

Quarta, 18 de Dezembro Meus escritos por Flávio Rezende ⁸

Escritos da Alma - em espaço geográfico elevado, existe Lumiar -

Com a família no que os hermanos chamam de vacaciones, pelos cantos e recantos do Rio, partimos para o alto subindo e subindo, estradas estreitas, serras, tempo esfriando, até jogar âncora na pequena, intrigante, chamativa, mística, riponga, Lumiar. Fica na sombra de Nova Friburgo, ladeada por São Pedro da Serra, Mury, Macaé e Rio das Ostras, entre outras companhias. Geografia micro, povo macro em gostar de sossego.

Eventos sacodem babado em tempos de meio de ano, no mais é percorrer apertadas vielas e nelas acessar cachoeiras e cascatas, tomar café, ter fé que o mundo acelerado não é obrigatório para todos. É possível viver em slow motion, ter motivação apenas de sobreviver, papear, viver sem tantos apelos, andar muito para resolver poucas coisas, as vezes coisa nenhuma, apenas subir, descer, interagir, dar comida ao pet, dar um abraço, mergulhar num rio.

Para o jornalista agitado, cheio de muitas movimentações pretéritas, hoje um curtidor de deslocamentos em bando familiar, Lumiar é paraíso para fotos, cachoeiras que rejuvenescem, acesso a certeza - que sim, existem seres que gostam de uma vida bem zen.

E que também estão no planet, como todos, felizes com suas escolhas, amores, vivências, essências, decisões. Quanto mais ando - ou subindo ou descendo, mais amo onde estamos, na Terra, querida, amada, cheia de gente diversa, complexa, que está presente, cada qual com sua forma diferente.

Eita vida linda, boa, maravilhosa, viajar, fotografar, amar, estar o máximo possível, em cada canto, em algum lugar, e assim escrever, fotografar, festejar. Acredita que neste êxtase de em Lumiar estar, ainda parei num boteco simples e vi o Mengão o jogo virar? Puts, Lumiar é sorte grande, vitória, um altar, que situação, rapá...

Flávio Rezende aos dezessete dias, décimo segundo mês, ano dois mil e dezenove. 20h44.

 

COMPARTILHE