Sábado, 08 de Setembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma- independência para refletir e mudar

Acordo fumegando café na prensa francesa e enquanto cuido de Mel para Deinha malhar, reflito sobre o Dia da Independência comendo o pão integral com queijo branco e geléia de morango. 
Durante as mais de cinquenta décadas em que privei de harmoniosa e encantadora convivência com meu amado pai, em apenas um quesito fui infiel e, hoje me arrependo. 
Papai foi militar do exército,  ex-combatente, desfilava na parada de maneira destacada, num jeep, era motivo de orgulho e ansiava por esse momento,  mas eu não prestigiava, por ter certas posições, de achar que os militares devem estar nas ruas nos ajudando a enfrentar os criminosos e tempos mais atrás, achar que instauraram no Brasil uma ditadura.
Com a decepção a esquerda, revi muitas posições e continuo achando que os militares devem estar nas ruas,  mas não nutro mais sentimento de chateação e até compreendo certas atitudes,  percebendo o ambiente de confronto naquele período. 
No começo deste ano meu filho querido Gabriel Kalki foi aceito no NPOR e passei a vivenciar situações agradáveis e ouvir relatos sobre a formação cívica ali estabelecida, objetivando criar uma força preparada para nos defender em eventuais necessidades. 
Desde que passamos a compor o quadro de seres existentes, enfrentamos questões de invasões, dominações,  problemas internos,  sendo importante ter forças que estejam na linha de frente para a defesa ou manutenção da ordem, em inúmeros países. 
Meu rapazinho tem gostado, parece estar sendo útil em sua formação. 
Ontem fui vê-lo marchar.  Por ele fiquei feliz e por meu pai lamentei tantas ausências. 
Papai não reclamava, não exigia presença,  mas sei que devia ficar triste. 
Papai, me perdoe, voltasse o tempo e minha cabeça fosse a de hoje, seria o primeiro a chegar e iria muito lhe aplaudir.
O senhor me alertava sobre a maneira como a esquerda atua e ainda tive tempo de lhe dar razão. 
Não tive tempo de mostrar uma foto sua, no meu celular,  mas faço isso com Gabriel que é sua representação. 
Nele deposito minhas reverências ao senhor,  militar altivo,  ser ativo, dentista dos melhores,  bancário honesto, pai inesquecível, amigo eterno,  pai amado e querido. 
Dedico este 7 de setembro a ti, pedindo perdão pelas ausências e, ao Gabriel Kalki, avante meu amor. 

LuzzZzzz.

Flávio Rezende aos oito dias, mês nove, ano dois mil e dezoito.

 

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