Segunda, 12 de Fevereiro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - muitos gurus, mais felicidade -

Acordo na segunda carnavalesca bem disposto e feliz. Fumegando café no fogão herdado, preparo o pão integral com queijo branco e uvas passas e penso na noite anterior quando junto a Deinha, levamos Mel para curtir folia.
Além do prazer de ver a pequena dançar e ser feliz, encontrei um querido amigo das antigas, professor de ioga, meditação, cristais etc, Prem Hasido, iniciado de Osho, meu primeiro guru.
No dia da saída do Cores de Krishna ele me presenteou um "mala" com a foto do guru e, ontem, revelou desejo de me inserir numa cerimônia de iniciação ao sannyas, momento no qual recebo um nome iniciático e passo a pertencer a comunidade. 
Aceitei sem pestanejar. Quando estava ai com meus vinte e poucos anos recebi um livro do então chamado Rajneesh, um proeminente professor de filosofia indiano, mestre em palestras, que começava a atrair buscadores de todo o planeta, especialmente do ocidente, o que culminou com o surgimento de um ashram em Poona.
Neste tempo, após ler um dos seus livros, fui tomado por intenso interesse por seus discursos, passando a ler todos os livros, chegando em 89 a vender carro, pedir licença dos empregos e me mandar para Índia com o intuito de morar no ashram.
Justo no dia 19 de janeiro de 1990, dia que cheguei na Índia, Osho partiu.
Gostar dele, ler todos os seus livros, meditar em suas técnicas, fez toda a diferença em minha existência.
Muitas estradas que podiam ser seguidas, mudaram, tomei o rumo do despojamento em vários sentidos, tenho interesse por questões sociais, firmeza em posições pessoais, não mudando por conveniências externas, sigo o que penso, não me incomodo com oposições e nem vou por maiorias, sou o que sou e navego com a bússola de minha intuição.
Osho também alertou para abrir os olhos para a falsidade dos políticos, a ganância das religiões, as armadilhas do ego.
A partir de uma excelente base, pude ir fluindo para outros gurus, encontrando a importância de servir a comunidade e do amor universal em Sai Baba, o olhar para dentro de si mesmo em Gautama, além do perdoar de Jesus e a felicidade crescente em cantar Hare Krishna, me inebriando de êxtase nos kirtanas da Suprema Personalidade de Deus.
Os gurus norteiam a passagem. Enquanto milhões tem pobres de espírito e ocos de ensinamentos como mestres, procuro nestas proeminentes figuras, o néctar da vida e a luz mais indicada para clarear os caminhos.
Osho, Baba, Krishna, Jesus e Buda são archotes, luminares, faróis.
Se juntos formam um bloco, sou folião. Se unidos são um time, sou atleta. Se perto viram uma equipe, tô dentro.
Com esses eu vou seguir até cair a máscara da ilusão, e aparecer a realidade da nossa verdadeira situação.
Haribol, amém, padme hum, luzzz.

Flávio Rezende aos doze dias, segundo mês, ano dois mil e dezoito. 7h21.

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