o espaço das minhas coisas

Quinta, 13 de Fevereiro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - o jogo de xadrez no jogo pluralizado -

A busca por conhecimento ocorre no seio dos seres por motivações várias. Uns adquirem conhecimento para pabular goga em papos por aí. Tem os que acumulam informações por necessidade, e alguns até por prazer.

No cardápio terráqueo com futebol, notícias, política, música, teatro, viagens, sexo, tecnologia e tantas outras formas de geração de entretenimento e ocupação da mente, a curtição de informações com o objetivo de formar uma opinião e um posicionamento pessoal sobre a vida como ela é, passa por filtros, escolhas, decisões e conexões mentais complexas e interessantes.

Todos os dias assisto filmes, leio, observo, fotografo, ouço áudios, vejo vídeos, consumo notícias, interajo, tento o tempo todo compreender como foi possível Hitler, Napoleão, Gengis, Heródoto, Osho, Baba, Jesus, Gautama, como certas coisas ocorreram, genocídios, guerras mundiais, extermínios, revoluções.

Ler Harari é uma luz, ele fornece pistas, acende faróis, hoje vi sobre as religiões formais com olhar para trás, quando o mundo é outro, então a religião futura é a tecnoreligião, a que trata de filhos planejados para não herdarem doenças, a que trabalha com algoritmos que definem casamentos, profissões, comportamentos.

Quem vai se importar com textos milenares que tem DNA de situações ultrapassadas? Não é questão de filosofia, moral, é a prática real, o Google é o oráculo, o trabalho prático de quem tem conhecimento tecnológico a realidade, religião tradicional se tornará cada vez mais obsoleta, anda se associando a interesses de sobrevivência, renegando uma dinâmica progressiva irreversível, que a empalha.

Quem se importa hoje com Papa, mulás, rabinos, gurus? Quem ainda está nessa, entra na cota dos últimos dos moicanos. O mundo muda, sua dinâmica é acelerada, nada é como antes em meses, quem ficar preso a velhas estruturas será apenas vinil, relíquia, museu.

Não emito aqui avaliação pessoal, vejo apenas um planeta em efervescência, indústria cinematográfica impressionante, gerando o futuro em películas hoje, pesquisas sobre nossa condição de divindade. Fazer o papel de Deus, criar, intervir, modificar, era heresia, algo impossível, hoje o homem cria flores, novos animais, muda genética, cria perfeições, amplia sobrevivência, atributos antes proibidos, atributos de DEUS.

Se fosse a escolha de um novo Papa, a fumaça anunciaria: temos Homo Deus, não estamos mais submissos a uma ditadura divina, esse atributo agora também nos pertence, sempre e cada vez mais, inexoravelmente. Goste, não goste, estrebuche, não tem mais volta.

É esta a situação... Flávio Rezende aos doze dias, segundo mês, ano dois mil e vinte. 21h03. 

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