o espaço das minhas coisas

Quinta, 19 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Alma - o observatório de cronos

Sento solitariamente para assistir mais um jogo decisivo do mengão e, para não perder a tradição do meu modus Rezende de ser, observo no quadrado em que inserido estou, ações e reações dos seres aqui postos. 

Os mais jovens reagem de modo muito entusiástico, seja quando o time predileto faz bem, seja quando derrapa.

E a mente percebendo, divaga para a política, religião, profissão, observando-se jovens com posicionamentos mais radicais, fortes e intensos, sem aqui julgar serem bons ou ruins, pois aí é papo para outras reflexões. 

O que quero passar no presente escrito é que a idade, no caso a minha pré sexagenária, possibilita uma visão mais relaxada de tudo.

No caso do mengão, já vivenciei muitas glórias passadas com Zico & Companhia e recentes com "tem gol de Gabigol", curtindo o momento de maneira mais light, tipo, se der, show, caso não, é a vida.

E assim, com a experiência de já ter passado por governos ditatoriais, esquerdistas, centristas e direitistas, de já ter perpassado situações inúmeras por religiosos e religiões, filósofos e metidos, seres culturais e vazios, chego a um patamar de poder observar e me posicionar com o privilégio de pensar, a partir de percepções próprias e existenciais e, não, de relatos e opiniões de outrem.

O extrato de tudo é complexo, mas diria que vitórias e derrotas do que tomamos partido ocorrem, ensinando a paciência e a percepção que somos divididos, também aprendemos com o tempinho que aqui passamos que a divisão deve ser respeitada, evitando assim mais problemas e confusões, afinal, eis a grande lição, se todo mundo torcesse pelo mengão, fosse de uma mesma religião, ideologia política e outros babados mais, viver seria um saco e essa falta de diversidade  um bode grande e de solução definitivamente impossível.

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