Sábado, 23 de Junho Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Pipa - mar mesmo, povo grisalho

Escritos da Pipa
- mar mesmo, povo grisalho -

Hoje não fumeguei café em casa, por ter jogado meu corpo no mundo e estar com ele em alma animada, curtindo falésias, golfinhos, sons, caras e rostos na Pipa, lugar sagrado onde tive intensa história no passado e, hoje, quando apareço, por inteiro mergulho no presente sempre brilhante e recordo passagens interessantes, e sempre fantásticas de revolver.
Quando observo o mar, é o mesmo, revelando a constância divina em sua criação, com pequenas modificações na moldura dos homens, com mesas e cadeiras, barcos e madeiras, fazendo uma coisa aqui e outra ali, mas o mar sempre belo, vai e vem em marés altas e baixas, correlacionando-se com a lua, em subidas e descidas que só mudam em serem mais uns dias, e menos noutros.
Se navegando pelas ondas do mar percebemos certa constância, quando nos becos, ruas e vielas encontramos antigos personagens que até hoje por aqui caminham, vemos que o tempo pintou cabelos, mas não desgrenhou ideias, vendo que o altar do surfe, do sol, da vida mansa e da fumacinha de índio, permanecem como orações na religião comum a todos, de adorar o céu, o mar e as estrelas.
Ontem com Carlos Maia/Andreia, tivemos esses momentos juntos, com o papear indo e voltando, revivendo o passado e aproveitando o presente, observando, participando, reencontrando figuras, abraçando, dançando, cantando, conhecendo e aproveitando.
Eita vida maravilhosa, que navega num mar que é sempre o mesmo e circula entre amigos que mesmo mais velhos, permanecem coesos nessa religião filosófica de ser e estar sempre perto do mar e cheio da energia positiva do sol.
A vibe do bem circula e quem se alimenta de luz brilha para estar sempre voando, seja como uma pipa no ar, ou como um escritor, sempre atento e sintonizado com o lugar.
Luzzzzzz.

Flávio Rezende, aos vinte e três dias, sexto mês, ano dois mil e dezoito. 

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