Segunda, 05 de Fevereiro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos da Redinha - um mar de sentimentos

 O desencarne da mama exige uma série de atitudes e hoje algumas foram realizadas, deixando um mix de saudade e de reflexões, que culminaram me impulsionando para o Mercado da Redinha.
O lugar é representativo. A ponte lembra que devemos buscar sua missão, de unir lugares, aproximar bairros, felicitar pessoas.
O rio Potengi também provoca devaneios. Tem as margens, o mangue, seus pescadores, banhistas, embarcações, peixes e demais habitantes, um mundo de visibilidade acima, e de mistério, abaixo.
O olhar alcança ainda a fortaleza dos Reis Magos, lembrando defesa, proteção, manutenção, história, conflitos e personagens.
Eis a vida a partir da saudade da mama.
Muitas vezes me pego vendo como fazer a agenda, a partir das necessidades que tinha no cuidado com mamãe, até lembrar que isso não cabe mais.
Quando papai partiu precisei de um tempo para ajustar o juízo. Tudo que me acontecia pensava logo em dizer a ele. Até a mente internalizar que isso não era mais possível via telefone ou ao vivo, passou um tempo.
A ligação com quem gostamos vai com o passar do relógio criando laços, links, nos. Quando o evento da morte arranca a alma da nossa convivência, o apartar pede novas posturas, com os pensamentos e sentimentos mudando lentamente.
Pedi uma ginga com tapioca para celebrar a saudade. Produzo um escrito para eternizar o momento. Compartilho com vocês muito do meu universo particular, na esperança que minhas estrelas possam ser nossas, que meus céus, possam ser nossos, que meus sonhos, possam ser nossos.
Não receio o desejo, posto que só tendo coisas boas a ofertar, com a soma de vocês, certamente teremos um TODO positivo, podendo a partir dele, celebrar todas as nossas partes.
Luzzzzzz.

Flávio Rezende aos cinco dias, segundo mês, ano dois mil e dezoito.10h41.
Praia da Redinha.

Boa semana à todos.

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