Terça, 01 de Maio Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Maio - o trabalho do bem -

No dia do trabalhador acordo fumegando café e comendo frutas e, ao jogar meu corpo na beira-mar de Ponta Negra, faço os agradecimentos espirituais, me entregando as memórias das atividades laborais que desenvolvi ao longo de minha presente existência material, neste planeta azul.
Comecei bem, trabalhando para papai. Ele dentista me passava rascunhos de ofícios da Associação Brasileira de Odontologia - que secretariava, deixando a meu serviço torná-los ok. Também cuidava das contas dos clientes, cartões de aniversário, recebia os pacientes na porta e atendia ligações. Estar na presença de papai era o melhor pagamento. Sempre o amei muito e sentia prazer desfrutar de sua companhia.
Depois papai me colocou na própria ABO/RN como secretário e, um concurso da UFRN para datilógrafo, me levou a instituição em 82, passando a trabalhar no Centro de Ciências da Saúde.
Como fazia comunicação pedi transferência para a TV-U e num concurso interno passei para agente administrativo, mas na verdade já trabalhava como repórter.
No governo Sarney foi feita uma reforma administrativa e fui promovido a jornalista da UFRN, onde também tive uma lanchonete chamada Claquete Rangos.
Na UFRN depois coordenei junto ao professor Albimar Furtado o Laboratório de Impressos, seguindo a Hemeroteca, e fui colocado após no Depto de Comunicação.
Com a posse da professora Zeneide Alves na direção do CCHLA, fui convidado a ser o coordenador de comunicação, estando assim até hoje, e devendo aposentar em 2019.
Como na UFRN trabalho cinco horas, fora fui repórter da Tropical, colunista do Diário de Natal, Jornal de Natal, Padang, Quebra Gelo, Tao - o caminho natural, Flor de Lótus e dezenas de outros jornais alternativos, além de revistas como Foco, Fácil, Natal em Revista etc.
Ainda no jornalismo escrevi e produzo artigos, matérias e escritos para vários veículos, portais, blogs, tendo fundado o meu próprio: www.blogflaviorezende.com.br.
Como trabalhador literário publiquei 26 livros, inúmeros prefácios e participei de coletâneas e publicações variadas, estando com o livro Escritos da Alma no prelo.
Tive ainda vivência laboral como empreendedor cultural, realizando festas, fundando um espaço cultural em Mãe Luiza, onde fiz o Lual do Bem e a Festa dos Signos, além de shows e muitos auês alternativos e espirituais.
No mundo dos negócios tive um bar na Praia dos Artistas, o Nugrau, carrinho de hot dog, vendi salada de frutas nas praias e shoppings, fiz pulseiras, brincos, colares e pirâmides para vender, além de pequenas incursões comerciais em várias áreas 
No setor de construção civil construí apartamentos de baixa renda para alugar e trabalhei ainda na área carnavalesca com o bloco Burro Elétrico, tendo fundado recentemente o Cores de Krishna, este sem fins lucrativos.
Também trabalho com assessoria de imprensa, mas o trabalho que mais gosto e me proporciona alegria e bem estar, é o social.
Fundei e dirigi a Casa do Bem, até bem pouco, continuando lá na diretoria e ativo, tendo o prazer de ver nascer outra unidade que leva meu nome, uma homenagem dos atuais dirigentes, a qual fico muito orgulhoso e contente.
Sempre gostei de trabalhar como jornalista. Sempre amei trabalhar como escritor. Sou realizado em trabalhar ações humanitárias para as pessoas ajudar.
Creio que na vida trabalhei mais de graça, que por dinheiro. Como jornalista e escritor fiz muitas coisas sem cobrar.
Sou muito feliz, vejo o trabalho como algo sensacional.
Realizado em tudo que fiz, no dia do trabalho, estarei levando um grupo de crianças para assistir a um jogo do América.
Quando estiver observando eles em campo, felizes, farei o que sempre faço, silenciosamente, direi: entrego os frutos desta ação a divindade.
Ter os pais que tive, os irmãos que tenho, a esposa, filhos, oportunidade de servir e os trabalhos que surgem, é benção, dádiva divina, jóias preciosas que usufruo.
Trabalhemos sempre, para a família e para os semelhantes.
Luzzzzzz.

Flávio Rezende no primeiro dia, mês cinco, ano dois mil e dezoito.10h33.

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