Domingo, 30 de Setembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - a maravilhosa diversidade democrática

Quem tem filha pequena se submete a certas posturas ditatoriais e acata sem objeção a programação imposta pela figurinha. 
Assim eu, a esposa Deinha,  a ex esposa Juciara e ela, a Mel, acorremos aos corredores do templo do consumo potiguar, o Midway, onde passamos a ver maravilhosas pessoas circulando,  numa perfeita representação da diversidade, que tanto amo e celebro em meus escritos. 
Saídas de um evento político de ojeriza a um candidato,  mulheres com mulheres,  homens com homens,  coloridos, alegres,  casais tradicionais,  com roupas diferenciadas,  penteados criativos,  se misturaram aos demais usuários do lugar, alguns até com camisas em opoio ao candidato execrado, sem nenhum problema,  num desfile respeitoso de posições,  restando a minha família a gostosa percepção do vibrante jogo democrático,  ali estabelecido, causando alegria e satisfação a este escrevinhador.
Temos visto imensas exposições de posições,  sem grandes problemas ou confrontos,  com uma facada distoante e alguns embates mais bárbaros ocasionais e pontuais,  não maculando até agora a festa da democracia e nem desafinando sua melodia, esperando eu que assim prossiga por todo o sempre. 
Agora em Ponta Negra celebro a diversidade democrática de opiniões,  caras e rostos, papeando com seres de todas as raças,  credos e percepções,  todos bem humorados e confiantes na vitória dos seus, sem no entanto falar em não aceitar o veredicto das urnas.
Independente de quem emerge vitorioso do processo,  esse lindo festival de cores, amores,  com seres amando quem quer,  apostando em quem quiser,  se vestindo como lhe aprouver,  deve se manter intacto,  afinal uma sociedade de burcas é mono,  sacal, pobre, antinatural. 
Podemos e devemos ter posições,  mas a vida como ela é em sua dinâmica respeitosa e natural nas escolhas de cada um, não está em jogo,  nem jamais pode estar.
Se um dia não pudermos mais ser quem desejamos,  a luz da democracia apaga e a treva da monocracia elimina o brilho de nossas almas.

Flávio Rezende aos trinta dias, nono mês, ano dois mil e dezoito,  11h21.


Boa semana e bom voto a todos. LuzzZzzz

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