Domingo, 25 de Novembro Meus escritos por Flávio Rezende

Escritos de Ponta Negra - estar no presente para magnificar o passado, e iluminar o futuro

Nos afazeres do despertar além da tradicional gastronomia cafezal, a amada Deinha igualmente desperta, senta no sofá, me possibilitando fechar mãos em seu belo rosto, beijar carinhosamente e reafirmar amor pela centésima enésima vez, tencionando gravar no mais fundo do seu coração, sentimento que move montanhas e alça vôos, para espaços divinos e áreas especiais.
E embalado por mais esta oportunidade de expressar amor, chego em Ponta Negra abastecido de luz para curtir intensamente cada momento, sentir a vida vibrante e pulsante nos seres passantes, nas imagens deslumbrantes, fazer a festa dos sentidos no contato da pele com a água, dos olhos com o verdejante crescente, do paladar com as guloseimas ambulantes e a audição imersa em Alceu, Fagner e Marisa Monte.
Na praia papeio com seres variados, perpassando assuntos transversais da existência, experimentando a glória de existir e a bênção de ser uma unidade espiritual viva e ativa, nesta sopa cósmica, que serve para que possamos atingir o nirvânico ponto de ultrapassar portais e avançar em direção a dissolução da partícula para ser parte do TODO. 
E na lição dos passos que devemos empreender para neste espaço desaparecer como parte, está a de que devemos estar cada vez presentes no aqui e no agora. 
Desfrutando de cada momento, tornando-os nobres, significativos, belos, dignos, experimentamos alegria de viver, animando a passagem e contagiando quem nos cerca.
Assim, ao chegar no Morro do Careca, faço essa imersão, relembrando a meu ser que se a vida flui aqui e agora, que esteja receptivo ao seu redor, agregue o que foi, assim virá um o que será, cheio de graça, divino e maravilhoso, deixe estar...

Flávio Rezende aos vinte e cinco dias, décimo primeiro mês,  ano dois mil e dezoito. 11h43. Praia de Ponta Negra. 

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