o espaço das minhas coisas

Quarta, 17 de Julho Variedades por Hildo Oliveira

Governando com os inimigos

Acredite se quiser, mas uma coalizão que se vem costurando entre governo e antigos partidos políticos de oposição - esquerda e centrão - pode liquidar as esperanças de nomeação de muita gente que trabalhou pela vitória do capitão Jair Bolsonaro. 

Nos quadros do governo eleito pelo "PSL",  praticamente 40 por cento são ocupados por políticos que exerceram  cargos em governos do PT, entre ministros e demais ocupantes de  vários escalões, e se   instalaram nas repartições públicas federais. Isso é um fato. 

Conta-se a dedos pelos corredores do Palácio do Planalto que as nomeações para o terceiro e quarto escalões nos Estados poderão atrapalhar os comitês estaduais do PSL, em virtude da interferência de seus antigos adversários durante a campanha eleitoral. Além de petistas, ainda estão mantidos nos cargos pessoas ligadas ao MDB, PR, PSDB entre outros partidos que não moveram uma palha para a eleição de Bolsonaro. Afinal de contas, o capitão apenas contou diretamente com o esforço de voluntários e filiados pselistas que ajudaram a colocar a "direita" no poder, depois de três décadas ocupado pela esquerda. 

CARGOS SEM IDENTIDADE

Com Jair Bolsonaro, já há sete meses no poder, o governo federal ainda não definiu as novas nomeações e nada se sabe quanto aos nomes  da turma de "primeira hora" para os cargos,  mantidos até o momento  pela oposição.

Os acordos para garantir a aprovação da Reforma da Previdência, sem dúvida, aproximaram os parlamentares da esquerda e centrão. Esses, por sua vez, além de serem contemplados com emendas, tiveram a garantia de seus apadrinhados nos cargos. Resta saber se o presidente da república vai governar com inimigos do passado ou com os amigos que empunharam a bandeira pela sua vitória. 

Eis a questão. 

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