o espaço das minhas coisas

Segunda, 06 de Julho Meus escritos por Flávio Rezende

Homenagem ao amigo Paulo Macêdo

Quando comecei minha existência jornalística, Paulo Macedo já tinha a dele consolidada.

Tinha coluna no Diario de Natal e depois enveredou pela televisão.

Todos os meus movimentos ele registrou em todos os lugares onde esteve, naturalmente, os livros publicados, as ações sociais, os blocos, absolutamente tudo.

Além de me dar espaço e mídia, elogiava, ligava dando parabéns.

O que eu fazia por Paulo, nada, absolutamente nada, ele não precisava de ninguém, ele queria apenas ser útil, servir, da sua maneira.

Nos encontros sociais, contava suas mentiras, suas gogas, grandezas, sabe o que fazíamos? Relevávamos, absorvíamos, pois Macedo era tão legal, amigo, que suas viagens eram facilmente entendidas, afinal, qual problema em sorrir diante de suas narrativas engraçadas e criativas?

Paulo perpassou o ambiente jornalístico potiguar elogiando todos, sendo gentil com todos, abrindo espaço para todos, era estádio, navio, carro grande, locomotiva, nave espacial, urbe, latifúndio.

De minha parte sentirei falta, das ligações, das entrevistas amigas, dos espaços generosos.

Pequeno e grande, figura, não teve uma passagem em vão.

Que situação...

Foto - Canindé Soares

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