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Quinta, 13 de Fevereiro Variedades por Casa Durval Paiva

O uso de tecnologias virtuais como terapia para as crianças e adolescentes com câncer, por Fabio Ferreira - Gestor de Tecnologia da informação da Casa Durval Paiva

Recursos tecnológicos são comumente empregados como ferramentas educacionais, tendo como objetivo facilitar o processo de ensino aprendizagem, utilizando o caráter lúdico, a mobilidade e adaptabilidade que tais mecanismos proporcionam, podemos aplicar tais recursos para auxiliar na terapia de crianças e adolescentes com câncer.

As doenças oncológicas geralmente causam grandes impactos na vida de seus pacientes, por serem patologias com sintomas severos, muitas vezes limitantes e com um tratamento de longa duração. Esse quadro tende a levar o paciente a um estado melancólico, decorrente das transformações físicas e dos limites sociais impostos pela doença.

Com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos pacientes acolhidos na Casa Durval Paiva, aplicamos uma técnica que denominamos de game terapia, que consiste em utilizar componentes tecnológicos, como: computadores, tabletes, consoles, jogos, áudio, vídeo e a própria internet para a realização de atividades terapêuticas, geralmente em grupo, para proporcionar a socialização desse paciente, fazendo com que as questões inerentes a enfermidade sejam amenizadas.

Esses procedimentos devem ser realizados de maneira interdisciplinar, envolvendo o laboratório de informática, psicologia e terapia ocupacional, onde utilizamos jogos eletrônicos, desenho digital, edição de imagem, entre outros recursos digitais, como ferramentas para melhorar o bem-estar emocional e motor dessas crianças e adolescentes.

O fato das crianças já nascerem inseridas em um meio amplamente conectado, torna o interesse por tecnologia e seus artefatos uma característica natural, consequentemente, a aceitação das atividades com esses subterfúgios é bem evidente, podemos observar alguns fatores que atestam a eficácia desse método terapêutico, são eles: o aumento da autoestima; melhora no humor; maior concentração e avanço na coordenação motora nos casos de pacientes com mobilidade reduzida.

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