Sexta, 10 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

O VOTO DO PARALELEPIPEDO

 A esquerda tem a sua disposição um exército de teóricos, todos com pós-doutorado nas melhores universidades do planeta, moradores de belas casas e portadores de modernos celulares, mas tão burros quanto os pobres que acusam não ter capacidade de discernir, quando anunciam voto em Bolsonaro, Marina ou Alckmin.

O pelotão acadêmico da esquerda, ávido em suprir os dirigentes partidários com teorias e filosofias cheias de citações e referências, está apartado do povo e caminha na velocidade da Fórmula 1 para a ruptura total.

O voto do asfalto, pavimentado por essa esquerda universitária, empondera  WC democrático, Jesus viado, Estado máximo, estatais ok, bandidos vítimas da sociedade opressora...

O voto do paralelepipedo vê o filho que divide o celular em 24 vezes ser roubado e o ladrão sair na custódia do bem; estuprador responder em liberdade enquanto sua filha chora sem vontade de viver; o transporte demorar; o remédio faltar; a escola fechar por causa de balas e a panela esvaziar.

O eleitor real, formado pela grande maioria do povo brasileiro, não quer saber de esquerda, direita, coxinha, petralha, opressor, oprimido, quer é transporte coletivo eficiente, SUS operante e bandido preso, além de polícia presente.

Os partidos de esquerda cumprem a agenda acadêmica do papo filosófico, por isso estão perdendo espaço no mundo todo. As pessoas com seus problemas reais, sendo visitadas por estrangeiros que chegam aos montes, roubados, estuprados, explorados por políticos que se diziam representantes deles e, a esquerda, querendo acabar com as prisões, defendendo protelações para quem rouba, atacando o judiciário, ofendendo a lei, deturpando o processo legal.

E quando chega a hora de debater, chama de burro quem não aceita mais sua interminável lorota, de fascista quem se opõe as suas propostas de censura, regulação e privilégio de ladrões já condenados, entre centenas de outras coisas mais.

A esquerda emburricou tanto, se tornou tão abstrata, universitária e distante dos reais problemas do povo, incoerente e absurda, que até na hora de fazer uma greve de fome para um objetivo concreto, colocou para a ausência de alimentos, seis bois de presépio, tornando risível e explícita sua verdadeira filosofia: vai lá Zé Mané, tu fica com fome e eu vou ali no Fasano me fartar.

Que situação, rapá...

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