Quarta, 01 de Agosto Meus escritos por Flávio Rezende

PROFISSÕES INVADIDAS

Ao entrar num grupo de zapzap de jornalistas presto atenção num papo que denuncia um certo alguém, mostrando um falso prestígio nos órgãos governamentais, tentando passar muita influência no interior e conhecimento na capital, espalhando para todos que é: jornalista.

Uma pessoa no grupo diz que não é, que diz ser, mas não passa de um “mané” aproveitador, já devidamente identificado em alguns locais, tendo uns inclusive, proibido sua circulação.

Na verdade a profissão virou um verdadeiro cabaré, a famosa “Casa de Mãe Joana”. O que tem de blogueiro se intitulando jornalista, e opinador da vida alheia se achando profissional da comunicação, não está nem no mapa e nem no GPS da categoria.

Essa invasão, para não dizer esculhambação da profissão, infelizmente não é exclusividade da que escolhi seguir. Tem muita gente tirando onda de professor, médico, psicólogo, educador físico ou economista.

A coisa às vezes começa com palestras, evolui para cursos, chega nas especializações e vira até mestrado. Depois de um tempo com certa estrada e mídia no meio do mundo, a pessoa começa a se achar no direito de ser aquilo que não é, sendo algo perto, mesmo sem cursar efetivamente o curso da profissão, tirando fino ou casquinha na prática, mas querendo os louros e os títulos relativos a tal.

Não estou aqui discutindo competências, pois sabemos, que muitos sem diploma são melhores que os diplomados, mas se existe um caminho natural para se alcançar o registro profissional, é bom respeitar, ou chegaremos a uma situação no Brasil, que nem o devido diploma legal, servirá para mais nada, pois para conseguir emprego efetivo, já não anda servindo mesmo.

Aqui como já disse Tim Maia, “este país não pode dar certo, prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita”. Com as profissões sendo desvirtuadas, deturpadas e invadidas, os políticos mentindo em cadeia nacional e devotos militantes pedindo a soltura de condenados e a prisão de juízes, não me admira que num eventual governo doidão, jornalista vire padeiro, dentista sapateiro e médico aduaneiro.

Que situação, rapaz...

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