o espaço das minhas coisas

Sábado, 28 de Setembro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

Ter opinião hoje em dia é atômico. Aquela revelação antes de poder limitado, com a efetivação da aldeia global virou nuclear. Para a satisfação de um lado, ou estupefação de outro, qualquer posicionamento um quadrado além do hexágono aceitável, é uma pirâmide invertida de problemas e ataques. Tenho buscado na minha inquietude natural, ouvir mais e falar menos, pois num falar desse, o limite pode ser transposto e o cú de burro posto ser muito prejudicial à sanidade mental. Debates de limite facebookiano, sem grandes ofensas ou agressões exageradas, cabem no tal estado democrático da opinião, mas quando a explicitação da visão, adentra espaços civilizadamente inaceitáveis, nem desculpas e foi mal aí são 100% palpáveis, ficando a partir do evento sacramentado, o palco armado, para as contendas. É melhor jogar o jogo das opiniões pessoais com certa vênia, inteligência, educação, para que no ultrapassar da linha tênue, não tenha mais como, reverter a confusão. Que situação, rapaz..

Invariavelmente observamos teorias sendo ridicularizadas e novas formas de ver e pensar entronizadas, e depois demonizadas e mais uma vez desmistificadas. 

Esse babado do clima prova isso. Já falaram mil coisas e as vezes está mais quente e as vezes mais frio. O que queima logo esverdeia, enquanto teóricos que o mar vai avançar moram na beira-mar em mansões que a grana das palestras de fim do mundo canalizaram para seus dutos.

Aqui querem índios empalhados em ocas artesanais, nos EUA índios tem jatinhos e comem em restaurantes internacionais, curtindo ainda cocares e natureza sem problemas e nem dilemas existenciais. 

Quem muito defende o primitivismo acende vela no altar de Nova York e quem lá mora, namora a tapioca da tribo. 

O fato é que vivemos cada qual a seu gosto, mesmo que a cada agosto, uma nova abordagem chegue a nosso porto. 

Eu mesmo não ando mais dando muito cabimento para nada. Chegando aos 60 percebo que ganho mais vivendo, que lendo sobre o mimimi dos outros. 

Se em algum momento o mar avançar ou a larva arder, já estarei até enjoado de tanto viver.

Que situação, rapá...

Invariavelmente observamos teorias sendo ridicularizadas e novas formas de ver e pensar entronizadas, e depois demonizadas e mais uma vez desmistificadas. Esse babado do clima prova isso. Já falaram mil coisas e as vezes está mais quente e as vezes mais frio. O que queima logo esverdeia, enquanto teóricos que o mar vai avançar moram na beira-mar em mansões que a grana das palestras de fim do mundo canalizaram para seus dutos. Aqui querem índios empalhados em ocas artesanais, nos EUA índios tem jatinhos e comem em restaurantes internacionais, curtindo ainda cocares e natureza sem problemas e nem dilemas existenciais. Quem muito defende o primitivismo acende vela no altar de Nova York e quem lá mora, namora a tapioca da tribo. O fato é que vivemos cada qual a seu gosto, mesmo que a cada agosto, uma nova abordagem chegue a nosso porto. Eu mesmo não ando mais dando muito cabimento para nada. Chegando aos 60 percebo que ganho mais vivendo, que lendo sobre o mimimi dos outros. Se em algum momento o mar avançar ou a larva arder, já estarei até enjoado de tanto viver. Que situação, rapá...

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