o espaço das minhas coisas

Quarta, 12 de Fevereiro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

O discurso universitário virou gueto e ficou restrito ao ambiente acadêmico da área de humanas. No resto do País reina otimismo, vontade de ver o Brasil avançar, incluir as pessoas com emprego no cotidiano. A percepção de papo político, esquerda/direita, fascista/comunista, é incômodo, desagregador.

A grande massa quer transporte eficiente, atendimento na área da SAÚDE eficaz, vaga no mercado de trabalho. Também vejo tomada de consciência de menos empregos públicos e mais privados, governo fala abertamente em valorizar empresários e esses querem produzir, ampliar, o babado que empresário é do mau, baubau, essa narrativa esquerdista se escafedeu, até mesmo pelo fato de reinar no seio dos proletários, ampla energia empreendedora, pipoqueiros, cabeleireiros, motoqueiros, ambulantes, pessoas que entendem a dinâmica de comprar, produzir, empregar, vender.

Deixa a esquerda valorizar funcionário público, achar que merecem ser ilhas caribenhas no calor nacional, o povão quer segurança, nada de achar bandido vítima, quer legislação trabalhista flexível, pois empregar acontece entre todos, quer ver políticos com salários compatíveis com o conjunto da população, pagando seus lanches, viagens, planos de saúde.

A população quer aquelas mudanças maravilhosas que vemos nos grupos de zap, onde políticos são mais idealistas, que oportunistas, são mais reais, que divinos, são mais parecidos com nós, que fantoches.

A população acostumada com a diarréia verbal de Lula, as impossíveis de entendimento verbalizações de Dilma e o português olímpico de Temer, nem liga para as sinceridades barras do 17, o povo quer trabalhar, comer, se locomover, diversão, pão com manteiga e feijão/arroz real, essa verborragia governamental, parece ser um DNA nacional sem fim, herança de portugueses educados e ladrões com escravos explorados e divertidos.

Deixa a turma de humanas gozar com um fascista que visita Israel, mentir sobre perseguições quando os índices de tudo que disseram que 17 ocasionaria diminuem, deixa que professores de direito proponham fuzilamentos se achando altamente democráticos.

Sou aposentado de uma universidade federal. Em sua parte silenciosa, trabalhadora e maior, o ambiente é de educar/ensinar e produzir para a sociedade.

Já na ilha chamada Humanas, resiste um gueto que aposta no fracasso, adora arte que confronta, dedo que adentra espaços úmidos, precisa manter aquela postura de revolucionário, ter a camisa de Guevara sem mofo, mesmo que Cuba seja uma ilha pobre e com população alucinada por migrar, Venezuela uma jóia que o socialismo transmutou em bijouteria, enfim, antropólogos, jornalistas, psicólogos, sociólogos etc, vivem seu mundo mágico e irreal, mas, felizmente o povo, está mais a fim de realidade.

Teses, hipóteses e discursos da esquerda, alimentados pela fábrica universitária de humanas, com aval de artistas em busca de públicos segmentados, não batem com o povo, que reza, ora, trabalha, produz, sabe que é preciso reformar, atualizar leis, punir bandidos. O apartheid hoje no Brasil fica claro. A esquerda é uma fantasia, a realidade da população uma necessidade de medidas eficazes.

Poesia fica para Caetanos, ricos, velosos, loucos por aplausos de devotos, sinceramente até Lula, um desviado corrupto que se aproximou e se locupletou com aqueles que condenava, já entendeu que seu público de Gleyses, Fátimas, Mineiros, Dirceus, se fudeu. Lula que não é bobo, já anda querendo amizade com pastor e o verdadeiro trabalhador. Esse povo que o apupa, Lula sabe, é minoria, gado, uma ruma de babão.

Que situação... 

COMPARTILHE