o espaço das minhas coisas

Quarta, 09 de Outubro Que Situação por Flávio Rezende

Que situação, rapá...

Se a gente morasse numa cidade pobre de paisagens naturais, árida, sem graça, íamos direcionar ao divino, pedidos para incrementar nosso turismo através de outros meios, como eventos, parques temáticos ou resorts. Mas o divino já nos brindou com o mais importante, mesmo assim patinamos e não surfamos nos benefícios do bom turismo. Temos, por exemplo, a Via Costeira, faixa imensa de praias, linda extensão marítima, com espaços entre hotéis, para acessos com estacionamento, criação de infraestrutura de bares, mini teatros, elevando a potência turística ao cubo. O tempo passa e nada acontece, mas nossos gestores vivem com assessores em feiras, congressos, gastando fortunas, vendendo um destino caótico, sem açúcar e sem sal. O que acontece é pela garra do empresariado, dos bugueiros, dos guerreiros potiguares. SOS gestão, criatividade, decisão de mudar. O Plano Diretor mais aberto a modernidade pode ajudar, mas os xiitas com pinta de boas almas dominam a cena e a querem livre de movimento. No vácuo do nada poucos chegam, muitos empobrecem, e os defensores da natureza privada gozam com suas teses algozes. Na preservação e manutenção de nossas belezas nas mãos dos primitivos, seguimos sem circo, sem circulação, sem perspectivas de empregos e de rendas, sem solução. Que situação, rapaz...

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