o espaço das minhas coisas

Terça, 12 de Março Variedades por Hildo Oliveira

Reflexões de Hildo Oliveira

DE OLHO NOS CARGOS 

Mesmo tendo iniciado seu governo com uma aprovação positiva de 69 por cento dos brasileiros, de acordo com o Instituto  XP/IPESPE de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro vai precisar da maioria dos votos do Congresso Nacional para aprovar a Reforma da Previdência Social. Com certeza terá dificuldades diante da chantagem dos parlamentares que desejam cargos federais e privilégios em troca do voto. 
Recentemente, o ministro da economia, Paulo Guedes, declarou à imprensa que faltavam apenas 48 votos para garantir a reforma da previdência. Porém, não será fácil para o governo assegurar tais votos sem que haja a troca de favores. 
A base aliada do governo está enfrentando dificuldades, pois isso já é um costume na política brasileira. Mas o capitão reluta, afirmando que não aceitará o toma-lá-dá-cá. 

CARREIRA SOLO

Sabe-se, que, para chegar ao planalto, o capitão contou, exclusivamente, com o desejo popular, manifestado nas redes sociais, e com o bom desempenho do seu partido, o PSL - Partido Social Liberal, que, mesmo sem a estrutura mínima e recursos, conseguiu torná-lo Presidente da República. 
Apesar disso, os olhos gordos dos políticos em manter seus afilhados nas repartições federais estão prejudicando as reivindicações dos voluntários de primeira hora, que atuaram junto ao PSL até a vitória do capitão. 

DE GESTÃO

No Rio Grande do Norte, o PSL se destacou com uma exemplar atuação  durante a campanha política, notadamente sob a presidência do brigadeiro da reserva Carlos Eduardo da Costa.  Com uma estrutura mínima, reconstruiu o partido, depois do fracasso de gestões anteriores. Sem recursos financeiros e contando com uma equipe resumida de voluntários, o então presidente-brigadeiro resgatou os valores do partido, consagrando vitoriosos dois dos 17 candidatos: o general da reserva Girão Monteiro e o coronel da reserva da PM Azevedo, eleitos deputados federal e estadual, respectivamente.
O PSL-RN sobreviveu às chantagens de políticos do RN que cooptavam seu  apoio para figurar no palanque do então candidato Jair Bolsonaro.


Hildo Oliveira

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