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Quinta, 07 de Dezembro Bafafá por Flávio Rezende

Reverenciando a alma boa do prof José Renan de Medeiros

Esses caminhos da vida que vão nos levando de um canto para o outro, e de uma esquina para um espaço, e de um espaço para um planeta, fez conexões diversas nas órbitas do meu irmão Fernandinho, Rogério Almeida (Jan Val Ellam) e, eis que terminei estacionando minha espaçonave, no quintal do astrofísico José Renan de Medeiros, orgulho da UFRN, com cadeira e representação em universidades, entidades e naves de todo o planeta, quando o assunto são os astros, planetas irmãos, habitáveis e amáveis.

O tempo passou e o querido mestre me conclamou a ajudas profissionais em eventos internacionais por aqui, com assessoria de imprensa, jantares, evoluindo a amizade para o Frasqueirão, onde vibramos, lamentamos e nos animamos com as performances do nosso ABC, que as vezes se revela uma big estrela ascendente, noutras uma explosão a torna cadente e vai caindo até que estaciona e volta a órbita da glória onde deve brilhar e residir.

Pois bem, nosso Renan foi eleito o primeiro professor da UFRN a ter assento na Academia Brasileira de Ciências, como titular, justo no ano do centenário da entidade. A alma boa, astrônomo famoso e renomado, integrante de vários consórcios internacionais de caçadores de planetas, fez essa revelação na UFSC, "Mas, afinal, onde eles se encontram, os outros Mundos do Cosmos?”, pergunta o professor. Segundo ele, a resposta começou a ser construída em outubro de 1995, na cidade de Florença, Itália, quando Michel Mayor, astrônomo da Universidade de Genebra, Suiça, e seu então jovem assistente Didier Queloz, anunciaram a descoberta de um planeta gigante, com características de Júpiter, orbitando uma estrela solitária da constelação de Pégasus. Desde então, cerca de 370 novos planetas foram descobertos fora do Sistema Solar, orbitando os mais diversos tipos de estrelas. De acordo com Medeiros, a descoberta destes novos mundos quebraram a solidão cósmica. Mas ele questiona: “Serão mundos habitados ou apenas mundos de solidão? A busca continua!”, instiga o pesquisador, Ph.D. pela Université de Genéve, Suíça, ex-presidente da Sociedade Astronômica Brasileira e da Comissão Brasileira de Astronomia. Atualmente é membro do Comitê Assessor Física-Astronomia do CNPq, desenvolvendo atividades em astronomia e astrofísica estelar, com ênfase em temas como rotação estelar, magnetismo estelar e exoplanetologia. É autor dos livros Teia do Tempo (2005) e Meu céu, o céu de cada um, céu de todos nós (2006), ambos pela Zian Editora.

Luzzzzzzzzzzzzz alma querida e parabéns por mais esta conquista.

foto - Alex Régis