Quinta, 01 de Novembro Que Situação por Flávio Rezende

Supremo apequenado

O governo federal tem muitas repartições, cada uma prestando algum serviço ao público. 
Imagina se ao ser atendido no INSS,  seja pelo perito, médico ou técnico administrativo, o cidadão tivesse que ouvir um discurso dele sobre sua percepção política, com o barnabé tentando doutrinar a pessoa para sua posição?
Imagina isso na Receita Federal, no Incra, Ibama, Fundação Nacional de Saúde, Banco do Brasil, Funai,  DNIT ou no Ministério da Cultura?
O camarada ia dizer, pô, o cara pirou, querer me tutelar numa partição pública? Tá errado.
Vamos falar sobre isso num bar, lá em casa, no cafezinho da esquina né?
Aí nas universidades,  que são repartições públicas iguaizinhas as outras, os professores ungidos de uma diferenciação mística superior gold very special, acham que é normal doutrinar,  falar sobre política, direcionar,  sugerir,  manipular.
Como detém o poder de aprovar/desaprovar, já tem os alunos naturalmente submissos,  acuados, medrosos, aí  alguns deitam e rolam, só sugerem livros,  leituras,  teses e monografias que corroboram com seus caprichos e, ao menor sinal de rebeldia a seus princípios políticos, argumentam, esbravejam e ridicularizam os que arriscam objeção. 
São todos? Não. Mas tem.
Não é crível querer isonomia entre todas as repartições públicas e deixar o babado político para a esfera pessoal?
Para uns parece difícil,  pois se especializaram só em querer aliados para o que pensam, e não seres livres com senso crítico para uma reflexão democrática. 
Aliás, democracia é  hoje a tese mais falaciosa da esquerda universitária. 
Estão vendo os vídeos da intolerância? Simples apoiadores de Bolsonaro sendo expulsos aos gritos nos ditos espaços democráticos?
Malditos, falsos, corrompem a neutralidade do serviço público e tem no STF a cúmplice e medíocre parceria de apoio à um espaço intolerante. 
O supremo se apequenou, confundindo liberdade de expressão, com libertinagem de eleição. 
Que situação, rapaz...

 

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