Domingo, 28 de Outubro Meus escritos por Flávio Rezende

Tam Tam Tam

Tam Tam Tam...

A música de Airton Senna ficou imantada no consciente coletivo nacional numa representação perfeita entre o que chega e o que ganha.
No autódromo brasileiro hoje,  apenas dois pilotos podem ouvir o Tam Tam Tam e abrir a champanhe da vitória.
Um tem o macacão vermelho, número 13, segundo o WhatsApp representa um apoiador residente em Curitiba e tem bom trânsito nas universidades, presídios, indústria cultural e movimentos sociais.
O outro piloto tem macacão verde e amarelo, corre com o número 17, segundo a Folha é  patrocinado por seus filhos, correndo bem na faixa dos agropecuaristas, religiosos, alcançando velocidade máxima entre os antipetistas.
As duas torcidas a postos gritam: petralhas, golpistas, ladrões, fascistas,  enquanto a rede Globo fica aturdida.  Se filma um lado, o outro acusa de tendenciosa, quando vira para o reclamante, a acusação igualmente muda.
A corrida está terminando. Na véspera universitários decidiram estudar mais firmemente sobre fascismo nas universidades, mesmo que em atividades extracurriculares. Os religiosos decidiram no lugar das rezas e preces do sábado, chamar um certo alguém de capeta.
Apesar de cada um de nós, os dois chegaram, um esfaqueado, ainda cambaleante, o outro posteado, meio que vacilante.
Se Chacrinha estivesse vivo,  mesmo um caco, estaria na narração, dizendo: a corrida só  termina, quando acaba.
Por volta das 17h a torcida cala. As 21h alguém fala: ganhei.
Tam Tam Tam.
Será educado e bom para o campeonato, que as torcidas voltem para seus afazeres na paz da democracia.
A vida continuará e desejamos todos, que o Brasil prospere e suas desigualdades melhorem.
Um excelente domingo e que sejamos todos felizes e bem aventurados.
Luzzzzzz

Flávio Rezende às 8h17m.
Ponta Negra.

Mais no www.blogflaviorezende.com.br

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